- O deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito novo presidente da Alerj, recebendo 44 votos; houve 1 abstenção e 25 parlamentares não participaram da votação.
- A sessão enfrentou obstrução do grupo ligado ao ex-prefeito Eduardo Paes, o que levou ao boicote de parte das legendas.
- A votação ocorreu em regime de voto aberto, motivo de críticas da oposição, que chegou a pedir votação secreta via ação judicial.
- Mesmo com a eleição, Ruas não assumirá o governo do estado neste momento, já que o TJRJ mantém o desembargador Ricardo Couto como governador em exercício.
- Na prática, a base trabalha para consolidar a vitória de Ruas; há também estudo sobre licenciamento caso haja impedimentos legais, com Guilherme Delaroli permanecendo como presidente em exercício.
Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta sexta-feira o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), apesar do boicote do grupo ligado ao ex-prefeito Eduardo Paes. Ruas recebeu 44 votos, um teve abstenção e 25 parlamentares não participaram da sessão de escolha do comando da Casa.
O pleito ocorreu em meio a tentativas de obstrução lideradas pela oposição. Parlamentares de PSD, MDB, Podemos, PR, PSB, Cidadania, PCdoB e PSOL se ausentaram, de forma a esvaziar o quórum. A votação ocorreu em formato aberto, o que gerou controvérsia entre partidos de esquerda que defendiam voto secreto.
Ruas já havia ocupado o cargo de presidente da Alerj anteriormente, havendo registro de uma eleição anterior que foi anulada pelo TJRJ após recursos do PSD e PDT. Nesta sexta, a decisão judicial manteve o formato de voto aberto, afastando a possibilidade de votação secreta no pleito. O PDT recorreu, mas a Justiça manteve o rito.
A base aliada estimou que Ruas tivesse ao menos 40 votos entre os presentes. Em contrapartida, o grupo de Paes sinalizou retirada do plenário no início da sessão, repetindo a estratégia de não participar do pleito. O PSOL informou que ficaria na Câmara para obstruir, sem apresentar candidatura própria.
Na prática, a eleição ocorre em meio a dúvidas sobre a linha sucessória do governo estadual. Sem governador nem vice, o Rio está sob atuação do desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ, que atua como governador em exercício. A avaliação é de que Ruas não assumirá o governo enquanto o STF não definir o formato definitivo da substituição.
Entre os desdobramentos, o PDT pediu voto secreto por meio de ação judicial, argumentando que o formato aberto expõe indevidamente os deputados. A desembargadora Suely Lopes Magalhães rejeitou o pedido, ao afirmar que a definição sobre o formato cabe à autonomia da Casa.
O cenário mostra o acirramento entre Paes e Ruas, que são adversários na eleição ao governo do Rio em outubro. Internamente, há discussões sobre eventuais substituições temporárias que assegurem continuidade administrativa caso haja obstáculos jurídicos a Ruas. A Câmara segue sob a gestão de Guilherme Delaroli (PL) como presidente em exercício, até definição futura.
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