- Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj na sexta-feira (17) com 44 votos, em votação sem concorrentes.
- A candidatura ocorreu após frente de 10 partidos liderada pelo PSD boicotar a votação, protestando contra decisão da Justiça que manteve voto aberto.
- O oposicionismo apresentou mandado de segurança ao TJ para questionar a pressão sobre deputados, mas a desembargadora Suely Magalhães anotou que o tema é interno da Alerj.
- Esta é a segunda eleição de Ruas para a presidência da casa em menos de um mês; a primeira, em março, foi anulada pela Justiça por não seguir ritos internos.
- A presidência da Alerj está associada ao atraso no preenchimento do governo estadual; hoje o executivo é chefiado pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, com Ruas buscando atuação interina até definição do Supremo Tribunal Federal.
Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta sexta-feira presidente da Alerj. Ele recebeu 44 votos em chapa única, em votação contestada na Justiça.
O pleito ocorreu com boicote de uma frente de 10 partidos liderada pelo PSD, do ex-prefeito Eduardo Paes. O grupo se opôs à votação aberta que decidiu o pleito, e pretendia apoiar Vitor Junior (PDT) caso houvesse voto secreto.
Após a proclamação, gritos de Diretas Já foram ouvidos na galeria. Parlamentares responderam com vaias no plenário, em meio a tensões pelo comando da casa.
Partidos da oposição acionaram o TJ fluminense com mandado de segurança, alegando possível pressão sobre deputados. A Desembargadora Suely Magalhães afirmou que o tema é interno à Alerj e não cabe ao Judiciário.
Essa já é a segunda eleição de Ruas para a presidência em menos de um mês. A primeira, convocada apressadamente, foi anulada pela Justiça por não seguir os ritos internos.
A presidência chegou à Alerj após a cassação de Rodrigo Bacellar (União), afastado desde dezembro por suspeita de vazar informações ao TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. Bacellar foi preso em março.
O interesse, porém, está no Executivo estadual, que vive vácuo desde a saída de Cláudio Castro (PL). O governo está hoje sob o comando interino do desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ.
O Valor apurou que, no STF, a tendência é manter Couto como governador interino até decisão sobre a vacância da governança. O tribunal analisa o caso com foco no desfecho federal.
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