- A Polícia Federal aponta que a empresa de Pablo Marçal repassou R$ 4,4 milhões para a conta pessoal de MC Ryan, ligado ao PCC, supostamente em relação à venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine.
- Marçal confirmou a transação, mas afirmou que o valor refere-se à aquisição de parte de um imóvel, e não à aeronave.
- MC Ryan foi preso na operação Narco Fluxo, investigado por liderar esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional por meio de rifas e bets, além de atividades associadas à produção musical e entretenimento.
- A PF destaca créditos da empresa R66 Air Ltda., cuja organização social tem Pablo Marçal, o que, segundo os investigadores, dialoga com a hipótese de negociação da aeronave.
- A defesa de Ryan sustenta que os valores nas contas dele têm origem comprovada e que há rigor no controle e no recolhimento de tributos; a defesa de Marçal afirma diligência e documentação registrada no negócio.
Uma empresa do ex-candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, transferiu 4,4 milhões de reais para a conta de MC Ryan, apontado pela Polícia Federal como responsável por liderar esquema de ocultação e lavagem de bens ligados ao PCC. A PF atribuiu o repasse a venda de um helicóptero na apuração da operação Narco Fluxo.
Marçal confirmou a transação, mas afirmou que o valor não se refere ao helicóptero, e sim à aquisição de parte de um imóvel. A defesa de MC Ryan informou que todos os recursos em suas contas possuem origem comprovada e passam por controle rigoroso de tributos.
A PF aponta que a transferência ocorreu por meio da empresa R66 Air Ltda., cujo quadro societário inclui Marçal. Segundo investigações, o capital social é compatível com o valor de mercado do helicóptero Robinson R66 Turbine, o que levanta a hipótese de relação entre a operação e a aeronave.
A operação Narco Fluxo, deflagrada na quarta-feira, cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária, com 33 cumpridos até o momento. A investigação envolve ainda contratos com fintechs sob suspeita de participação em fraudes ligadas ao INSS, além de atividades associadas a rifas e apostas ilegais.
A defesa de MC Ryan enfatiza que não teve acesso aos autos e que não houve apresentação de denúncia ou manifestação específica sobre os fatos até o momento, ressaltando a integridade das transações do funkeiro e o cumprimento de obrigações legais.
A assessoria de Pablo Marçal informou que a transação imobiliária foi devidamente documentada e registrada, com diligências de compliance realizadas. A defesa reiterou que apresentará documentação comprobatória às autoridades, se solicitada, para esclarecer o negócio.
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