- Em missão ao FMI, em Washington, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a possibilidade de os EUA classificarem o CV e o PCC como organizações terroristas, dizendo que isso impactaria o mercado financeiro e o turismo.
- Ele afirmou que tal designação poderia abrir brecha legal para intervenções norte‑americanos no Brasil e que as facções são perigosas, mas devem ser combatidas pela lei, não enquadradas como terroristas.
- Durigan afirmou que não houve conversa com autoridades dos Estados Unidos sobre a designação durante a agenda no FMI; ocorreram encontros bilaterais, incluindo com o secretário do Tesouro, Scott Bassett.
- O governo brasileiro busca evitar a designação enquanto avança na cooperação com os EUA no combate ao crime organizado, como o acordo para compartilhar imagens de raio‑X e relatórios de contêineres.
- O ministro lembrou a sanção da lei antifacção, que endurece penas contra organizações criminosas, e disse que um pacote de segurança pública deve ser lançado pelo presidente Lula na próxima semana.
Dário Durigan, ministro da Fazenda, abriu a agenda em Washington para falar sobre o assunto em pauta no debate internacional: a possibilidade de classificar CV e PCC como organizações terroristas e as consequências disso para o Brasil. Em evento no FMI, ele afirmou que essa designação não parece adequada e pode gerar impactos negativos no mercado financeiro e no turismo.
Durigan enfatizou que as facções são graves organizações criminosas que precisam ser enfrentadas pela lei, mas não deveriam ser enquadradas como terroristas. Segundo ele, isso mudaria o quadro de intervenções externas e traria riscos ao país. A visão é que o combate ao crime ocorra por vias legais.
O ministro também comentou sobre cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate a criminosos. Ele destacou acordos recentes que ampliam o intercâmbio de dados entre os dois países, como imagens de raio-X e relatórios de contêineres, para ampliar a vigilância na fronteira.
Durante suas falas, Durigan negou qualquer conversa com autoridades americanas sobre a designação de organizações criminosas como terroristas. Ele disse ter participado de reuniões com autoridades dos EUA, mas sem tratar do tema em questão.
A defesa da cooperação foi apresentada no contexto de uma semana marcada por avanços na segurança pública, com o governo brasileiro aprovando mecanismos mais rigorosos contra facções e milícias. O objetivo é endurecer penas e aprofundar investigações contra grupos organizados.
O ministro ressaltou ainda que o país trabalha para reduzir o poder financeiro das facções, ao enfatizar medidas para endurecer a repressão a redes criminosas. Ele citou a sanção de leis antifacção e o fortalecimento de instrumentos de investigação policial como pilares da estratégia.
No âmbito externo, o Planalto mantém a linha de evitar mudanças abruptas na política externa que pudessem afetar o equilíbrio econômico. A expectativa é de que o governo apresente, em breve, um conjunto de medidas voltadas ao combate ao crime organizado, com foco na integração de esforços internacionais.
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