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Itaipu adquire nova área para reassentamento de indígenas no Paraná

Itaipu adquire nova área de 107 hectares para assentamento Avá Guarani no Paraná, dentro de acordo de reparação histórica homologado pelo STF

Brasília (DF), 20/03/2024, - Indígenas do Mato Grosso do Sul e do Paraná se reúnem em frente ao STF, onde se manifestarão contra a Lei 14.701/2023. A “Lei do Marco Temporal” está em vigor desde sua promulgação pelo Congresso, em dezembro. Os indígenas dos povos Avá-Guarani, Guarani e Kaiowá, Terena, Kinikinau e Kadiwéu reivindicam que ela seja declarada inconstitucional pelo STF, que já decidiu sobre o tema em julgamento de repercussão geral. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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  • Itaipu, em parceria com a Funai e o Incra, comprou uma área de 107 hectares no Oeste do Paraná para o assentamento Avá Guarani, entre São José das Palmeiras e Santa Helena (cerca de 120 quilômetros de Foz do Iguaçu).
  • A Fazenda América passa a se chamar Tekoha Pyahu; ocupa espaço dez vezes maior que o atual, onde vivem 27 famílias, cerca de 90 pessoas, com transferência prevista em até dois meses.
  • O acordo, homologado pelo Supremo Tribunal Federal em março de 2025, visa reparar danos históricos causados pelo alagamento de terras durante a construção da usina.
  • O consórcio Itaipu destinará ao menos três mil hectares e cerca de R$ 240 milhões; já foram investidos R$ 84,7 milhões, incluindo R$ 17,6 milhões pela Fazenda América.
  • Outras aquisições já ocorridas incluem a Fazenda Brilhante (215 hectares) em Terra Roxa, a Fazenda Amorim (209 hectares) em Missal, parte do Haras Mantovani (68 hectares) e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, em Foz do Iguaçu; somadas, as áreas já superam setecentos hectares.

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Incra anunciaram a aquisição de mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, no Paraná. O imóvel, de 107 hectares, fica entre São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 km de Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira.

A área adquirida, chamada Fazenda América, passa a se denominar Tekoha Pyahu. Abriga 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que deixarão o terreno atual de 9 hectares, na faixa de proteção do reservatório da usina. A mudança é prevista para ocorrer em até dois meses.

Contexto do acordo

O negócio faz parte do acordo homologado pelo STF em março de 2025, envolvendo Itaipu, Funai, Incra, MPF, MPI, CNJ e povos indígenas. O objetivo é reparar danos históricos decorrentes da construção da usina na década de 1970, que alagou terras tradicionais dos Avá Guarani.

O acordo prevê aquisição de pelo menos 3 mil hectares de terra por meio do consórcio Itaipu Binacional, com custo inicial estimado em R$ 240 milhões. A destinação final envolve posse permanente e usufruto exclusivo, a cargo da Funai.

Medidas práticas e investimentos

Além da transferência de terras, o acordo prevê restauração ambiental e financiamento de serviços como água, energia, saneamento, saúde e educação. O processo de obtenção envolve avaliação fundiária e técnica pelo Funai e pelo Incra.

A Itaipu informou parcerias com associações de pais e mestres e o projeto Opaná – Chão Indígena para fortalecer cultura, idioma e modo de vida Avá Guarani, com ações de agroecologia e educação antirracista.

Progresso do programa de acordo

Até agora, o investimento total da Itaipu para a compra de terras das comunidades afetadas soma R$ 84,7 milhões, incluindo a Fazenda América (R$ 17,6 milhões). Outros lotes já adquiridos somam mais de 700 hectares.

Entre eles estão a Fazenda Brilhante (215 ha) em Terra Roxa, destinada a três comunidades; a Fazenda Amorim (209 ha) em Missal, destinada a 36 famílias; parte do Haras Mantovani (68 ha) em Terra Roxa; e uma área de 9,8 ha para a comunidade Arapy, em Foz do Iguaçu. A meta permanece chegar a 3 mil hectares.

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