- Keir Starmer afirmou estar “surpreendido” por não ter sido informado sobre a falha na triagem de segurança de Peter Mandelson.
- A avaliação de Mandelson para ser embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos foi reconsiderada pela UK Security Vetting; Antonia Romeo e Catherine Little teriam sido informadas, mas Starmer soube da decisão apenas na terça-feira.
- Olly Robbins, ex-secretário permanente do Foreign Office, deixou o cargo e deve testemunhar diante de uma comissão de MPs na próxima semana.
- Downing Street culpa o Foreign Office pela falta de comunicação e não descarta a possibilidade de encobrimento, dependendo da leitura dos fatos.
- A oposição e aliados divergem: alguns duvidam da sobrevivência política de Starmer, outros defendem investigações; a Lib Dems pediu avaliação ética sobre a atuação do premiê.
Keir Starmer enfrenta novo embate após revelações sobre a avaliação de segurança de Peter Mandelson. O premier afirmou ter ficado surpreso ao não ter sido informado sobre a falha na verificação de Mandelson, o que provocou incredulidade em Westminster e acusações de que um alto funcionário foi demitido para proteger o governo.
Segundo reportagens, o tema envolve a avaliação de segurança (UKSV) que recomendou negar a autorização para Mandelson ocupar o posto de embaixador do Reino Unido nos EUA. A decisão, porém, foi superada pela pasta externa, que autorizou a nomeação, enquanto o governo afirma que houve uma complexa troca de informações.
As informações indicam que a secretaria do gabinete, Antonia Romeo, e a secretária permanente do Gabinete, Catherine Little, tomaram conhecimento do caso apenas no mês passado. Alega-se que eles não estocaram o conhecimento, e sim participaram de um processo para avaliar riscos na divulgação de dados sensíveis, inclusive ao primeiro-ministro, que só foi informado na terça-feira.
Testemunha no Congresso e desdobramentos
Olly Robbins, ex-chefe interino do Ministério das Relações Exteriores, deixou o cargo pouco depois da divulgação, em meio a insatisfação com o tratamento recebido. Robbins deve ser ouvido por uma comissão do Parlamento na próxima semana, o que pode trazer novas informações sobre a condução do processo.
O premiê deve prestar declarações aos MPs na segunda-feira, em meio a pressões de oposição para que esclareça o que sabia e quando soube. Líderes de outros partidos pedem explicações, enquanto a bancada trabalhista permanece dividida entre manter o apoio ao chefe de governo e exigir transparência total.
Alguns parlamentares avaliam o impacto político, sobretudo próximo a eleições locais, enquanto outros destacam a necessidade de apurar responsabilidades sem antecipar conclusões. A oposição e aliados de Starmer cobram clareza sobre a sequência de decisões e a comunicação com o Parlamento.
Repercussões e foco público
Kemi Badenoch, líder conservadora, pediu fim de atrasos e de justificativas que soem como encobrimento, enfatizando que o público tem o direito de entender as razões da falha na verificação. Os liberais também pedem avaliação ética para ver se houve omissão na comunicação com o Parlamento.
Fontes vinculadas ao processo indicam que Adrian Fulford, ex-juiz de apelação, deve conduzir uma revisão sobre Mandelson e o sistema de verificação, visando esclarecer falhas administrativas e aprimorar os procedimentos. O objetivo é manter a confiança pública sem distorcer a avaliação de responsabilidade.
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