- Lula disse à Der Spiegel que é preciso aceitar o resultado das eleições caso Flávio Bolsonaro vença.
- O presidente está em viagem pela Europa, chegando à Alemanha para abrir a Feira Industrial de Hannover e passando por Portugal, após a Espanha.
- Pesquisas recentes, incluindo o Datafolha, indicam empate em um possível segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Lula afirmou que o Brasil continuará democrático e ressaltou que vencerá a eleição, dizendo que não há espaço para fascistas.
- O presidente fez críticas a Donald Trump e a Vladimir Putin e comentou questões sobre a Venezuela, Cuba e a abertura política na América Latina.
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou à Der Spiegel que é preciso aceitar o resultado de uma eleição, independentemente de o vencedor pertencer à direita, à esquerda ou ao centro. O presidente destacou que já ocupou a Presidência três vezes e que está confiante numa vitória nas eleições de outubro.
A declaração foi feita durante a entrevista em Brasília, após Lula chegar à Europa na semana. O jornalista colombiano questionou a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, o que levou o presidente a reforçar a necessidade de aceitar o veredito popular, sem antecipar cenários.
O encontro com a imprensa europeia ocorreu no contexto de a agenda incluir visitas a países da União Europeia. Lula está na Espanha, participa da abertura da Feira Industrial de Hannover, com o Brasil como país convidado, e deve seguir para Portugal.
Cenário eleitoral e sondagens
Pelas sondagens mais recentes, incluindo o Datafolha, Lula aparece empatado com Flávio Bolsonaro em cenários de segundo turno. A pesquisa aponta virada tensa, com o petista mantendo vantagem em certos cenários, mas com possibilidade de empate em outros.
O presidente reafirmou que o Brasil continua democrático e declarou confiança na continuidade do regime democrático. Disse que não há espaço para ideias antidemocráticas e afirmou que a esquerda precisa vencer as eleições pela via legal, sem recorrer a pressões.
Contexto internacional e posicionamentos
Lula criticou a atuação de governos externos em assuntos internos de países latino-americanos, destacando que a alternância de poder é natural na democracia. Em relação à Venezuela, considerou lamentável o reconhecimento de Juan Guaidó pela União Europeia, ressaltando que a solução deve partir dos eleitores venezuelanos.
O líder também voltou a criticar políticas de atores internacionais. Comentou sobre a guerra no Irã e os impactos globais no mercado, além de manifestar críticas a Donald Trump. Em relação au Putin, reiterou opiniões sobre a legitimidade de ações externas.
Observações sobre o PT e o processo eleitoral
Ao ser questionado sobre sua participação na eleição, Lula indicou que depende da convenção do PT para definir o nome principal. Afirmou estar fisicamente preparado, com foco na campanha, sem indicar apoio explícito a uma candidatura concreta neste momento.
O presidente lembrou ainda a importância da autonomia democrática na América Latina, mencionando as derrotas de setores da esquerda na região como parte do processo democrático. Mantém o tom de defesa da institucionalidade brasileira ao longo das falas.
Interação com a imprensa europeia
A viagem internacional de Lula visa ampliar o diálogo com ouvintes e leitores europeus sobre a situação brasileira. Em outras ocasiões, ele já criticou políticas de outros líderes mundiais, reforçando a defesa da democracia e a necessidade de soluções internas para questões nacionais.
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