- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em viagem à Espanha, que o governo vai trabalhar muito para regular plataformas que causem dano à democracia e impedir intromissão externa nas eleições.
- Lula disse que a regulação de tudo que for digital é defesa da soberania nacional e que não se deve normalizar a indústria da mentira e do ódio.
- Alegou que, sem regras, as big techs vão instituir uma era do colonialismo digital, com dados extraídos, monetizados e usados para concentrar poder em bilionários.
- Reforçou que a violência aumenta com o discurso de ódio online, considerado um ambiente tóxico que afeta a saúde mental de jovens.
- Sobre apostas digitais, disse que, por ele, o governo zeraria as bets no país, mas a decisão deve ser debatida pelo Congresso Nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante visita à Espanha que o governo vai trabalhar para regular plataformas digitais que possam prejudicar a democracia. A declaração ocorreu nesta sexta-feira, 17, em linha com a necessidade de evitar interferência externa no processo eleitoral brasileiro.
Lula reforçou a ideia de que a regulação do ambiente digital é uma defesa da soberania nacional. Para ele, não se deve tratar como liberdade de expressão o que chama de indústria da mentira e do ódio que circula na internet.
Ele alertou que, sem regras, as grandes empresas de tecnologia devem impor uma “era do colonialismo digital”, com dados extraídos, monetizados e usados para concentrar poder em um pequeno grupo de bilionários.
O presidente afirmou ainda que todo delito tipificado em leis fora das redes deve ter tratamento como crime virtual. A resposta é apresentada como parte de uma estratégia para reduzir danos à sociedade.
Além disso, Lula citou impactos da comunicação online na violência e na saúde mental de jovens, associando o discurso de ódio à propagação de conteúdos nocivos na web.
A viagem a Espanha ocorre em meio a debates sobre regulação de plataformas digitais no Brasil, com propostas que envolvem regras sobre conteúdo, dados e responsabilização de provedores.
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