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Maurício Camisotti é o 1º delator do caso do INSS

Maurício Camisotti, 1º delator do caso do INSS, confessou descontos indevidos e assinou acordo de delação; apontado como operador-chave da fraude

Camisotti foi preso em setembro de 2025
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  • Maurício Camisotti, empresário do grupo Total Health, confessou descontos indevidos em benefícios do INSS e assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, sendo a primeira delação do caso.
  • Ele é apontado como um dos principais operadores da “operação Sem Desconto” e beneficiário direto das fraudes, incluindo acusações de corrupção para facilitar o esquema.
  • Camisotti controlava três entidades ligadas aos descontos indevidos: Ambec, Unsbras e Cebap, que teriam faturado mais de R$ 1 bilhão em quatro anos; diretores eram parentes e funcionários de executivos das empresas do delator.
  • Quebras de sigilo bancário indicam que quatro empresas do grupo receberam cerca de R$ 43 milhões das associações, incluindo Prevident, Rede Mais e Benfix.
  • O empresário está preso desde setembro; na operação, a PF apreendeu itens como esculturas, pinturas, armas e carros de luxo. O material da delação já está com o ministro André Mendonça e há expectativa de prisão domiciliar.

Maurício Camisotti, empresário do grupo Total Health, é apontado como o 1º delator do caso de fraudes em descontos do INSS. Ele assumiu envolvimento e firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, abrindo oficialmente o desfecho inicial da investigação.

Camisotti é identificado como um dos principais operadores da chamada operação Sem Desconto. Além de supostamente facilitar o esquema, ele é apontado como beneficiário direto das fraudes, com atuação em empresas do setor de seguros e planos de saúde.

Ele controla três entidades que teriam faturado mais de R$ 1 bilhão nos quatro anos de atuação, conforme apuração inicial: Ambec, Unsbras e Cebap. Diretores das entidades eram parentes e funcionários de executivos ligados às empresas do delator.

Prisão e delação premiada

O empresário está preso desde setembro de 2025. Na residência dele, a Polícia Federal apreendeu esculturas, pinturas, armas e carros de luxo. A ação coincidiu com a prisão de outro investigado da operação, conhecido como Careca do INSS.

O material da delação já foi encaminhado ao ministro do STF André Mendonça. Com o acordo, há expectativa de que Camisotti obtenha prisão domiciliar em breve, conforme andamento do caso.

Formação das entidades e levantamento de valores

Quebras de sigilo bancário indicam que quatro empresas do grupo receberam aproximadamente R$ 43 milhões das associações envolvidas. Entre os destinatários aparecem a Prevident, Rede Mais (saúde) e a Benfix, corretora de seguros de Camisotti.

Contornos políticos

A atuação do empresário foi citada na CPMI do INSS. O relatório de Alfredo Gaspar indicava o indiciamento de Camisotti como líder empresarial do rombo. Contudo, o texto foi rejeitado pela maioria do colegiado, por 19 votos a 12.

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