- Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj e se reuniu na tarde de sexta-feira (17) com o governador interino Ricardo Couto.
- Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, assume o governo interinamente após a saída de Cláudio Castro e a cassação de Rodrigo Bacellar; não há vice-governador, tornando o presidente do TJ-RJ o ocupa da linha sucessória.
- Ruas afirmou, em nota, que a visita teve caráter cordial e institucional e que está à disposição para colaborar com a normalidade institucional.
- O deputado disse que tentará diálogo com Couto e com o Judiciário para definir a linha sucessória e admite interesse em assumir o governo, desde que haja conversas prévias.
- O PL avalia vias judiciais para garantir que a linha de sucessão seja respeitada, o que poderia colocar Ruas no governo provisório conforme a Constituição.
O presidente eleito da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), manteve na tarde desta sexta-feira (17) um encontro com o governador interino do Estado, o desembargador Ricardo Couto. A reunião ocorreu logo após Ruas ser eleito ao comando da Alerj pela manhã, em meio às negociações sobre a linha sucessória estadual.
Couto preside o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e está no governo interino desde a saída do ex-governador Cláudio Castro e a cassação de Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, no fim de março. Como não havia vice-governador, a liderança do Executivo ficou com o presidente do TJ-RJ, terceiro na linha sucessória.
Em nota, Ruas descreveu o encontro como cordial e institucional. O parlamentar afirmou estar à disposição para colaborar com a normalidade institucional e o bom funcionamento dos Poderes no estado.
Após a eleição, Ruas informou que buscaria diálogo tanto com Couto quanto com o Judiciário para tratar da linha sucessória estadual. Em coletiva, admitiu ter interesse em assumir o governo, desde que haja conversas prévias.
Ruas também mencionou a expectativa de dialogar com o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a questão da sucessão tampão. O julgamento está paralisado por neste momento pedir vista do ministro Flávio Dino.
Fontes do Valor indicaram que o PL já estuda caminhos jurídicos para assegurar o respeito à linha de sucessão estadual, o que poderia levar Ruas a atuar no governo em caráter pro tempore, conforme a Constituição que coloca o chefe do Legislativo à frente do chefe do Judiciário na linha de sucessão.
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