- A conta do influenciador Breno Faria, responsável pelo perfil “Café com teu pai”, ficou indisponível desde a última sexta-feira, 17 de abril, após desentendimento com a cantora Anitta.
- Anitta celebrou uma denúncia do Ministério Público que apontava falas misóginas no canal, o que provocou reação de fãs e mobilização para denúncias contra o perfil.
- Em resposta, Breno Faria publicou um vídeo afirmando que Anitta é poderosa, mas solitária e triste, e que não consegue amar nem ser amada de verdade.
- As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público Federal e à corregedoria da Polícia Rodoviária Federal, protocoladas em oito de abril pela deputada estadual Ediane Maria (PSol-SP) e pela advogada Natália Boulos.
- Os documentos apontam suspeitas de atividade empresarial incompatível com função pública, uso indevido das plataformas, conteúdo discriminatório e possível conflito com o cargo, além de trechos com falas consideradas misóginas.
O perfil Café com teu pai, do influenciador Breno Faria, ficou indisponível desde a última sexta-feira (17/4) após uma polêmica envolvendo a cantora Anitta. A repercussão teve relação com uma denúncia do Ministério Público sobre falas misóginas no canal, que gerou reação de fãs.
Breno Faria publicou um vídeo em que comenta a situação, reconhecendo a força de Anitta, mas sugerindo que ela estaria solitária e sem amar de verdade. O conteúdo foi interpretado por parte do público como ataque a relacionamentos entre homens e mulheres.
A conta vinculada ao influenciador ficou fora do ar, com a plataforma sem confirmar o motivo da interrupção, se temporária ou definitiva. A evacuação do canal coincidiu com a divulgação de informações sobre o caso nas redes.
Denúncias
Representantes do Ministério Público Federal e da corregedoria da Polícia Rodoviária Federal receberam 8 de abril denúncias contra Breno Faria. O documento, assinado pela deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP) e pela advogada Natália Boulos, aponta possíveis irregularidades.
Entre os pontos citados estão atividade empresarial incompatível com função pública, uso indevido das plataformas digitais e divulgação de conteúdo discriminatório. Também há menção a um possível conflito com o cargo, já que o influenciador é servidor ativo da PRF.
Os autores destacam vídeos em que, segundo eles, aparecem falas misoginas. Um trecho seria uma comparação entre homens e mulheres em relações afetivas considerada desiguais. O documento solicita apuração de possíveis infrações administrativas e medidas cabíveis pelas autoridades competentes.
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