- Trump assinou decreto executivo para acelerar pesquisas e o acesso a psicodélicos usados no tratamento do transtorno de estresse pós-traumático.
- A medida orienta a FDA a emitir novas diretrizes sobre a ibogaína, droga psicodélica extraída da planta iboga.
- O decreto prevê investimento federal de US$ 50 milhões em pesquisas com ibogaína e permite que pacientes terminais ou “desesperadamente” doentes a utilizem com base na lei do Direito de Tentar.
- O objetivo é beneficiar principalmente veteranos militares que sofrem de transtorno de estresse pós-traumático e apresentam altas taxas de suicídio.
- Países e estados já discutem ou apoiam financiamentos para estudos com ibogaína; a adesão federal ocorre mesmo sem reclassificação da droga.
O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto executivo para acelerar pesquisas e o acesso a psicodélicos usados no tratamento de transtorno de estresse pós-traumático. A medida envolve ibogaína e busca facilitar o uso da substância em pesquisas e, para pacientes terminais, em situações excepcionais.
O decreto orienta a FDA a emitir diretrizes para pesquisadores sobre a ibogaína, extraída da planta africana. Embora a droga permaneça classificada como Lista I e proibida, Trump pediu celeridade na avaliação da segurança e eficácia para uso médico.
A diretiva prevê investieren federal de US$ 50 milhões em estudos com ibogaína e abre caminho para que pacientes terminais, ou muito doentes, possam ter acesso conforme a lei do Direito de Tentar. A intenção é ampliar opções terapêuticas para veteranos.
Dietro o decreto, o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., ressaltou que muitos veteranos viajam ao exterior para tratamentos não disponíveis nos EUA. Kennedy afirmou que o decreto remove barreiras legais para pesquisas e protocolos terapêuticos.
A medida surge em meio a ações estaduais que já ampliam o uso da ibogaína. Texas destinou US$ 50 milhões para ensaios com aprovação do FDA; Arizona, US$ 5 milhões; Colorado avalia ampliar leis para uso supervisionado.
Estudos preliminares sugerem que a ibogaína pode reduzir abstinência de opioides e ajudar traumas, mas ainda faltam evidências robustas. Analistas destacam riscos cardíacos e a necessidade de rigor científico nos ensaios.
O movimento ocorre em um contexto mais amplo de discussões sobre terapias psicodélicas. Em outros países, pesquisas avançam e utilizam MDMA e outros alucinógenos sob regulamentação específicas, com resultados ainda em avaliação.
Fonte: Bloomberg.
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