- Em pelo menos dois estados, o PT precisa equilibrar apoio formal a um candidato ao governo sem antagonizar o outro palanque aliado.
- O PT fechou alianças ou avançou em disputa aos governos em 22 dos 27 estados, variando entre parcerias históricas e acordos improváveis.
- Na Paraíba, Lula sustenta apoio formal a Lucas Ribeiro (PP), mas mantém boa relação com Cícero Lucena (MDB), o que complica convencer aliados a pedir votos para Lula.
- Em Pernambuco, o PT faz aliança com João Campos (PSB) e não fecha portas para a governadora Raquel Lyra (PSD), que também tem candidatura presidencial em jogo.
- A composição dos palanques estimula tempo de TV e rádio na propaganda eleitoral; a União Progressista fica com maior tempo, seguido por PL e PT, influenciando estratégias de alianças.
Em meio a um cenário político fragmentado, Lula terá que equilibrar palanques estaduais para apoiar candidaturas ao governo sem antagonizar rivais. A costura acontece em 22 dos 27 estados, com alianças que vão do tradicional ao improvável.
No Amapá, o PT já fechou com a reeleição de Clécio Luís (União Brasil). Na Paraíba, Lula sustenta apoio formal a Lucas Ribeiro (PP), enquanto mantém boas relações com Cícero Lucena (MDB), rival dele, que integra a chapa do governo.
Em Pernambuco, o PT forma aliança com João Campos (PSB) e não impede aproximação da governadora Raquel Lyra (PSD). Lyra, por sua vez, terá candidata própria à Presidência, o ex-governador Ronaldo Caiado.
Equilíbrio e impactos políticos
É um equilíbrio complicado, diz o deputado PT Jilmar Tatto, cabeça do grupo de articulações estadual. O objetivo é a reeleição de Lula, mesmo com protagonismo reduzido do PT em estados-chave.
Para especialistas, a composição acelerou por polarização constante e pela ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. A formação de alianças busca ampliar o tempo de TV e rádio a que cada chapa tem direito.
Tempo de TV e alcance das alianças
Ainda segundo estudos, a União Progressista (União Brasil + PP) pode concentrar mais tempo na TV, seguido pelo PL e pelo PT. A distribuição considera o tamanho da bancada na Câmara de 2022, sem mudanças de sigla no mandato.
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