- Rodrigo Pacheco (PSB) avalia disputar o governo de Minas e tem conversas que podem levar a uma aliança incomum entre Lula e Aécio Neves (PSDB).
- O PT classifica a ideia como esdrúxula, mas depende de Pacheco para ter palanque no estado; a esquerda hoje não tem nomes fortes em Minas.
- O ministro José Guimarães (PT) disse que tudo dependerá das condições apresentadas por Pacheco para uma eventual composição.
- Aécio Neves não descarta a possibilidade de formar chapa com Pacheco para o Senado, mas afirma que não participará de eventos ou subiremos no palanque com Lula.
- Pacheco já trocou o PSD pelo PSB e teve encontros com Aécio para tratar da eleição mineira; o cenário atual ainda não definiu alianças nem candidatos.
Rodrigo Pacheco, senador pelo PSB, avalia a possibilidade de disputar o governo de Minas Gerais, a pedido de Lula. Em conversas que podem sustentar uma aliança improvável, ele também tem mantido contatos com Aécio Neves, presidente do PSDB, sobre o pleito mineiro. A ideia envolve uma chapa que uniria Lula e Aécio.
A estratégia набorda umnarrativa de cooptação de palanque, mas o PT classifica a movimentação como inesperada. Líderes da sigla alegam que não aceitariam a composição, enquanto reconhecem a importância de Pacheco para viabilizar candidatura petista no estado.
José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais, afirmou que tudo dependerá das condições apresentadas por Pacheco, sem descartar cenários ainda incertos. O tom foi de prudência ao comentar a possível aliança em Minas.
Aécio Neves não rejeita a chance de compor com Pacheco para o Senado, mesmo sabendo de eventual convivência com Lula. O tucano também ressalta que não subiria em palanque ao lado do petista, mantendo distância de eventos com Lula.
Encontros entre Pacheco e Aécio
Segundo interlocutores próximos, Pacheco manteve pelo menos quatro encontros presenciais com Aécio para tratar da eleição em Minas. O foco inicial, porém, seria a disputa de deputados, com o governador ou senador em pauta para 2026.
Pacheco ainda não confirmou se disputará o governo mineiro. Outros desdobramentos políticos, como a votação de Jorge Messias para o STF, também influem no andamento das tratativas. Mesmo assim, o senador não está decidido sobre o pleito.
Movimentação envolvendo o PSD
Para viabilizar o arranjo, Pacheco deixou o PSD e migrou para o PSB, já que o PSD oficializou a reeleição de Mateus Simões. A troca amplia as possibilidades de composição, mas não define palanques ou alianças.
Cenário eleitoral em Minas Gerais
Pesquisas recentes apontam um pleito acirrado. Pela AtlasIntel/Abril 2026, Cleitinho lidera com 32,7%, seguido por Pacheco com 28,6%, Kalil com 11,7% e Mateus Simões com 6,2%. A composição de palanques permanece incerta entre esquerda e direita.
Senado em foco
Na disputa ao Senado, Aécio aparece com 26,1% das intenções, em disputa com Carlos Viana (32,2%) e Marília Campos (25,7%). Outros nomes, como Flávio Roscoe e Luís Eduardo Falcão, também buscam espaço, seja para vice ou para o Senado.
Entre na conversa da comunidade