- O Diretório Estadual do PT do Rio de Janeiro anunciou, no sábado, apoio à pré-candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao Palácio Guanabara e à candidatura de Benedita da Silva ao Senado, em decisão unânime.
- O PT afirmou que Paes será o principal palanque do partido e de Lula no estado durante as eleições.
- Quaquá contestou a indicação de suplente para Benedita, apesar de confirmar apoio à deputada federal; Manoel Severino foi indicado, mas tem condenação do TCU por superfaturamento e licitação dirigida.
- Os suplentes divulgados foram Felipe Pires e Kleber Lucas; Quaquá informou que a mudança busca evitar que a chapa majoritária precise explicar novos escândalos.
- Sobre o mandato-tampão, o PT defende eleições diretas como a opção mais adequada para o estado; o governador interino é Ricardo Couto de Castro (TJ-RJ), em mandato temporário desde 24 de março, com o STF discutindo o assunto.
O Diretório Estadual do PT do Rio de Janeiro anunciou, neste sábado, apoio à pré-candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao Palácio Guanabara e a Benedita da Silva ao Senado. A decisão ocorreu por unanimidade e foi publicada nas redes sociais da sigla.
Segundo o PT-RJ, Paes será o principal palanque do partido e do presidente Lula no estado durante as eleições. A relação entre Paes e o PT, especialmente com Lula, já era próxima desde a primeira gestão do prefeito, quando dedicou a vitória ao apoio do então governador Sérgio Cabral.
A escolha para o Senado, Benedita da Silva, também teve apoio unânime, mas gerou contestação vinda de Washington Quaquá, prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT. Quaquá afirmou ter ficado surpreso com a exigência de indicar um novo primeiro suplente, apontando envolvimento em supostos escândalos.
A indicação de Benedita ao Senado recaiu sobre Manoel Severino, condenado pelo TCU por superfaturamento e licitação dirigida. Severino foi presidente da Casa da Moeda no início do governo Lula e saiu do cargo após acusações envolvendo o Mensalão. Os suplentes apresentados foram Felipe Pires e Kleber Lucas.
Quaquá justificou a contestação argumentando que a chapa não deveria ficar exposta a questionamentos sobre escândalos. Benedita, deputada federal pelo Rio desde 2011, atua em pautas de combate ao racismo, direitos humanos e é uma referência evangélica no PT.
A CNN pediu contato com a equipe de Benedita da Silva, que ainda não se pronunciou. O espaço continua aberto para possíveis manifestações.
Mandato-tampão
O PT também se manifestou sobre o mandato-tampão de governador do Rio. A legenda defendeu eleições diretas como a alternativa mais adequada para o estado. O governo interino do estado permanece sob a supervisão do TJ-RJ, por meio do presidente Ricardo Couto de Castro, desde 24 de março.
O STF ainda não decidiu sobre o mandato-tampão, e o acórdão do TSE sobre o tema não foi publicado até o momento. O PT manteve o posicionamento de que a solução democrática é a escolha direta pela população.
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