- The Economist vê o Rio de Janeiro como um alerta ao Brasil, com escândalos de corrupção, crise de segurança e infiltração do crime nas instituições públicas.
- O estado hoje é governado por interino, o desembargador Ricardo Couto, sem experiência em gestão, e a eleição do substituto ainda não tem data definida, com decisão travada no STF.
- O TSE declarou inelegível o ex-governador Cláudio Castro por oito anos, por abuso de poder político e econômico em 2022.
- A crise se agrava com cassação e nova prisão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia, em investigação de vazamento de informações sigilosas ligada a um inquérito da Polícia Federal.
- A reportagem destaca episódios de violência política, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, cuja condenação de cúmplices pelo STF é mencionada como indicativo de poder paralelo dominando áreas controladas por facções e milícias.
O Rio de Janeiro voltou a figurar, desta vez nas páginas da The Economist, como símbolo de contradição: cartão-postal do Brasil e palco de turismo em alta convivem com crise política e de segurança. A reportagem afirma que a imagem festiva esconde fragilidade institucional e violência organizada.
A revista aponta instabilidade pela ausência de governador e vice, com gestão interina de Ricardo Couto, presidente do TJ, sem experiência administrativa. O destino de uma eleição para o substituto depende de decisão do STF, ainda sem previsão de retorno.
O texto destaca o momento após a inelegibilidade de oito anos de Cláudio Castro, definida pelo TSE por abuso de poder político e econômico na eleição de 2022. O STF analisa se a escolha do novo chefe do Executivo deve ser direta ou indireta.
Impasse institucional e cenário político
Rodrigo Bacellar foi cassado e preso novamente, por suspeita de vazar informações sigilosas em inquérito da PF envolvendo TH Joias. O deputado é investigado por ligações com o crime organizado, segundo o STF.
A reportagem relembra casos de violência política, como o assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes. Em fevereiro, o STF condenou irmãos Brazão a prisão por encomenda do crime.
Poder paralelo e violência
A The Economist retoma episódios que evidenciam o domínio de facções e milícias em áreas urbanas do estado. A publicação sustenta que o poder paralelo atua com a tolerância de parcelas da elite política, dificultando a governança.
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