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Lula mira fim da escala de trabalho e atrai evangélicos com críticas a apostas

Governo aposta em pautas conservadoras — fim da escala 6x1 e restrição a bets — para atrair evangélicos, enquanto pesquisa mostra vantagem de Flávio Bolsonaro entre esse grupo

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • A pesquisa Datafolha da semana passada mostrou que o adversário de Lula, Flávio Bolsonaro, tem o dobro da intenção de voto entre evangélicos, e o cenário de segundo turno aponta empate técnico (Lula 45% vs Bolsonaro 46%).
  • Na terça-feira (14), Lula criticou as plataformas de apostas, posicionando-se como cristão e sugerindo que as bets estariam “assaltando o povo”; ele indicou o desejo de fechar as plataformas.
  • Lula afirmou o compromisso moral, ético e cristão de não permitir que fascistas voltem ao governo, tentando dissipar especulações sobre sua reeleição.
  • Na quarta-feira (15), o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, apresentou um projeto para o fim da escala de trabalho 6×1, associando a proposta à defesa da família.
  • Segundo relatos, a ideia de ligar a medida à vida familiar também buscaria ampliar o tempo das pessoas para ir à igreja, ressaltando impactos para mulheres e para o cotidiano doméstico.

O governo federal tem utilizado pautas em alta para buscar apoio de evangélicos e conservadores à medida que as eleições se aproximam. Entre os temas aparecem a atuação sobre plataformas de apostas online, as chamadas “bets”, e a extinção da escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias de trabalho por um de descanso.

Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada aponta que o adversário de Lula, Flávio Bolsonaro, tem o dobro da intenção de voto entre evangélicos. No cenário geral, o levantamento indica empate técnico no segundo turno, com Lula em 45% e Bolsonaro em 46%, dentro da margem de erro.

Na prática política, o tema da 6×1 ganhou espaço. Em 15 de abril, o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, apresentou um projeto de lei para acabar com a escala. A proposta foi vinculada à defesa da família e ao estímulo à frequência religiosa, segundo relatos de discussões internas.

Lula, em entrevista recente, voltou a criticar plataformas de apostas, posicionando-se como cristão católico. O presidente afirmou que o endividamento de parte da população estaria relacionado às bets e mencionou a intenção de fechar as plataformas, reiterando o debate sobre o tema.

Tais ações ocorrem enquanto o governo sinaliza desejo de atrair o público conservador com mensagens que reforçam valores familiares e religiosos. A estratégia envolve declarações públicas e ações legislativas que conectariam propostas econômicas a temas morais trabalhistas e religiosos.

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