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Peru ainda não define quem vai ao segundo turno das presidenciais

Atrasos na apuração de atas, com mais de quinze mil contestações, atrasam a definição do segundo turno para meados de maio, sinalizando incerteza política

Apoiadores de Rafael López Aliaga vão às ruas em Lima em meio a acusações de fraude e atraso na divulgação dos resultados (Foto: EFE/ John Reyes)
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  • Uma semana após as eleições, o Peru ainda não definiu quem disputará o segundo turno.
  • A previsão oficial é de que o resultado seja divulgado na segunda quinzena de maio, com mais de 15 mil atas para serem revisadas.
  • A apuração atrasou por falhas na organização do dia da votação, principalmente em Lima, com atraso na distribuição de urnas e cédulas.
  • Com mais de 93% das atas contabilizadas, a candidata de direita Keiko Fujimori lidera com cerca de 17% dos votos; a segunda vaga está separada por pouco mais de 14 mil votos entre Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga.
  • López Aliaga pediu a anulação do processo e realizou uma marcha com apoiadores; o segundo turno está marcado para 07 de junho.

Após a eleição presidencial no Peru, realizada há uma semana, ainda não há definição sobre quem disputará o segundo turno. O atraso gera incerteza política e tensões nas ruas, com dúvidas sobre o andamento do processo.

A demora decorre de problemas operacionais, disputas políticas e regras do sistema eleitoral. O volume de atas a serem revisadas é alto: mais de 15 mil documentos estão sob contagem e verificação antes da validação dos resultados.

A autoridade eleitoral informou que, mesmo com o atraso, deve haver uma definição por volta da metade de maio, o que permite traçar a configuração do segundo turno. A apuração envolve etapas e confirmação de votos contestados.

O processo também sofreu falhas na organização no dia da votação, sobretudo em Lima. Atrasos na distribuição de urnas e cédulas impediram o funcionamento pleno de seções, levando à extensão de votação em alguns locais para atender aos eleitores.

Com mais de 93% das atas contabilizadas, a candidata de direita Keiko Fujimori lidera com cerca de 17% dos votos. A segunda vaga permanece aberta, com o esquerdista Roberto Sánchez e o empresário Rafael López Aliaga separados por pouco mais de 14 mil votos, conforme a agência EFE.

López Aliaga, líder do Renovação Popular, pediu a anulação do processo e ofereceu recompensa por provas de irregularidades, em meio a uma marcha de apoiadores em Lima. O candidato afirmou que houve um suposto desvio no processo eleitoral.

O segundo turno das eleições do Peru está previsto para 7 de junho, conforme informações oficiais. A definição de quem avançará permanece dependente da validação das atas contestadas e da continuidade da apuração.

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