- Réu do 8 de janeiro, Marco Alexandre Machado de Araújo, 56 anos, foi levado ao presídio novamente neste fim de semana, condenado a quatorze anos.
- Morador de Uberlândia, ele já ficou dois anos preso sem denúncia e enfrentou graves problemas de saúde mental; não viu a filha nascer.
- Vídeo dele, gravado na residência durante a chegada de policiais federais, viralizou; ele pediu que o Congresso derrube o veto de Lula à dosimetria e avance com a anistia.
- Defesa já pediu execução da pena em regime domiciliar devido a problemas de saúde; Marcos estava com tornozeleira eletrônica desde abril de dois mil e vinte e cinco.
- Ao menos vinte e quatro envolvidos nos atos do oito de janeiro foram presos recentemente para iniciar o cumprimento da pena, segundo levantamento de Moraes.
Aos gritos de desespero, um réu ligado aos eventos de 8 de janeiro foi levado de volta a um presídio neste fim de semana. O homem de 56 anos, morador de Uberlândia (MG) e ex-policial militar Marco Alexandre Machado de Araújo, recebeu uma pena de 14 anos e voltou a cumprir pena após ficar dois anos em prisão preventiva.
Acontecimento ocorreu na última sexta-feira (17), quando policiais federais cumpriram a ordem de prisão na residência de Marco. O vídeo do momento circulou nas redes, com o réu dizendo sentir que não conseguiria sobreviver no regime fechado.
Marco Alexandre já estava sob tornozeleira eletrônica em casa desde abril de 2025. A defesa havia protocolado pedido de execução da pena em regime domiciliar por motivos de saúde, conforme registro do Bureau de Comunicação, que acompanha o caso desde 2023.
Em 2023, Marco Alexandre se apresentou voluntariamente à PF de Brasília durante a 10ª fase da Operação Lesa Pátria. Passou dois anos sem retornar para casa e enfrentou dificuldades de saúde mental na prisão, incluindo internação na ala psiquiátrica. Foi concedida prisão domiciliar para tratamento em meio ao litígio.
A família de Marco descreve sofrimento intenso. A mãe, Iara Célia Machado, 83 anos, afirmou que o filho jamais apresentara sinais de esquizofrenia e que o cárcere agravou o quadro, com perda de peso e momentos de tristeza profunda. Ela mencionou ainda a necessidade de vistoriar visitas com retirada de roupas, que considerou desumana.
A defesa sustenta que as provas contra Marco são apenas imagens dele em frente ao STF no dia 8/1, sem qualquer vandalismo. O advogado afirmou que não houve comprovação de dano ao patrimônio público, e pediu acesso a imagens de segurança ausentes na ocasião.
Desdobramentos recentes
Ao menos 24 pessoas ligadas aos atos de 8 de janeiro foram presas nos últimos dias para iniciar o cumprimento de pena. A informação é de uma voluntária que acompanha decisões do ministro Alexandre de Moraes, com mandados expedidos entre 13 e 17 de abril de 2026.
A lista detalha nomes como Aildo Francisco Lima, Ana Dalva Magrini Carneiro Fortuna, Diogo Oliveira Amaral, Fábio Barra Soares, entre outros, todos com mandados pendentes de cumprimento até 15 de abril de 2026.
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