- Gilmar Mendes pediu a inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news, movimento que, para aliados, pode fortalecer o discurso do pré-candidato do Novo.
- A percepção entre apoiadores é de que a medida reforça a ideia de que ministros do STF se consideram imunes a críticas e promovem perseguição política.
- Zema afirmou que o STF é “balcão de negócios” e que o vídeo com fantoches provocou a expressão “carapuça serviu”, mantendo tom de crítica e dizendo que não se intimidirá.
- A oposição de Zema no Novo sustenta que a ação pode ampliar o alcance do vídeo criticado e que o fato demonstra a preocupação de supostos intocáveis com a candidatura dele.
- A defesa de uma reforma do Judiciário segue como eixo da pré-campanha de Zema, cuja posição nas pesquisas aponta para 3% das intenções de voto no primeiro turno.
O pedido de Gilmar Mendes para incluir Romeu Zema no inquérito das fake news reacendeu o debate sobre atuação do STF e pode impactar a campanha. O ministro enviou a solicitação ao colega Alexandre de Moraes, no fim de semana, em resposta a um vídeo com fantoches que representa ministros da Corte. A reação de aliados de Zema aponta para ganho político do pré-candidato do Novo.
Zema é alvo de críticas do STF em meio à disputa eleitoral. Ele já havia trocado ataques públicos com o decano da Corte na semana anterior, após defender impeachment e prisão de ministros. A equipe do mineiro sustenta que o tema amplia a visibilidade de seu discurso de reforma judicial.
Nesta segunda-feira, Zema afirmou que a carapuça serviu e chamou o STF de balcão de negócios. Em entrevista à GloboNews, ele disse que o tiro pode sair pela culatra e defendeu o uso do humor como recurso crítico em uma democracia. A defesa de mudanças no Judiciário é eixo central de sua pré-campanha.
Marcel van Hattem, deputado e apoiador, reagiu em redes sociais chamando a decisão de Gilmar de abuso e reação desproporcional a um vídeo satírico. Outros dirigentes do Novo manifestaram solidariedade a Zema e reiteraram a pauta de reformas no Judiciário.
A análise interna do Novo aponta que a ação de Gilmar Mendes pode ampliar o alcance do vídeo questionado. Parte do eleitorado pode buscar o material para entender o debate em torno do STF. A avaliação é de que a medida alimenta o argumento de que ministros se veem imunes a críticas.
Reforma do Judiciário é um dos pilares da pré-candidatura de Zema, que aparece com 3% de intenção de voto no cenário atual, segundo a Genial/Quaest. O levantamento aponta Lula com 37%, Flávio Bolsonaro com 32% e Caiado com 6%. Em eventual segundo turno, Zema teria 36% contra 43% de Lula.
Fontes ligadas ao Valor apontam que o tema também foi discutido durante o lançamento das diretrizes de governo de Zema, em São Paulo. Na ocasião, chegaram a mencionar a representação criminal contra Gilmar Mendes, proposta por Alessandro Vieira, e cogitaram a possibilidade de Zema ser alvo de questionamentos no STF.
A defesa pública de Zema sustenta que seu objetivo é ampliar a participação pública sobre a necessidade de reformas institucionais. O ex-governador mineiro passou a adotar um tom crítico com o STF e reforça a narrativa de que a política precisa de freios e equilíbrio.
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