- O vereador Wagner Ferreira, do PP, propõe um projeto de lei para restringir a publicidade de casas de apostas em Belo Horizonte.
- A ideia é proteger jovens e reduzir a influência de apostas ilegais e da publicidade abusiva.
- A proposta também busca enfrentar o racismo presente na publicidade de apostas, que pode direcionar campanhas a públicos específicos.
- O conjunto de ações faz parte de um pacote para combater o racismo e promover inclusão, com apresentação na Câmara nos próximos meses.
- Em relação às eleições de 2026, o vereador defende atuação transparente e regulamentação das apostas para evitar clandestinidade e orientar recursos para saúde, educação e segurança; o projeto está em fase de elaboração.
O vere ador Wagner Ferreira (PP) apresentou, nesta quarta-feira (20), um projeto de lei para restringir a publicidade de casas de apostas na capital. A proposta está em fase de elaboração e deve ser apresentada à Câmara Municipal de Belo Horizonte nos próximos meses.
Em entrevista ao portal O TEMPO, o vereador explicou que a iniciativa visa proteger a população, em especial jovens, dos efeitos nocivos das apostas e da publicidade que incentiva o jogo. A ideia é reduzir a exposição de crianças e adolescentes a esse tipo de conteúdo.
Segundo Ferreira, as redes de publicidade de apostas costumam estar associadas ao crime organizado e a práticas discriminatórias. O projeto pretende conter a veiculação de anúncios que reforcem estereótipos raciais e favoreçam o vício.
A proposta integra um pacote de ações voltadas ao enfrentamento do racismo e à promoção da inclusão social na cidade. O objetivo é tornar Belo Horizonte mais justa, com oportunidades iguais para todos.
Sobre as eleições de 2026, o vereador afirma que atuará de modo transparente e responsável, buscando condição ética para os candidatos disputarem o pleito. A ênfase está na defesa de um processo democrático mais íntegro.
Ferreira também destacou a importância de uma regulamentação sobre as apostas na cidade. A ideia é reduzir a clandestinidade, assegurando que recursos gerados pelo setor sejam investidos em áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança.
O projeto de lei permanece em construção, com perspectivas de aprimoramento após diálogos com a sociedade civil e os órgãos de fiscalização. A tramitação e os próximos passos devem ser definidos pela Câmara Municipal.
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