- Ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência, Romeu Zema, publicou novamente, nesta segunda-feira, vinte, o vídeo que gerou um pedido de investigação no inquérito das fake news.
- A postagem foi feita no perfil de Zema no X (antigo Twitter) e ele afirmou que, se Gilmar Mendes se sentiu incomodado, é sinal de que a carapuça serviu.
- O vídeo é uma animação que simula uma conversa entre Gilmar Mendes e Dias Toffoli, sugerindo condutas ilícitas na condução do inquérito do Banco Master.
- A animação integra a série “Os intocáveis”, que critica ministros do Supremo Tribunal Federal; candidaturas de direita ao Senado têm explorado a relação com impeachment da Corte.
- Gilmar Mendes apresentou queixa-crime no inquérito das fake news, sob a relatoria de Alexandre de Moraes, pedindo investigação de Zema por suposta atribuição de conduta criminosa.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República, Romeu Zema, publicou novamente um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira, 20, alvo de uma ação no inquérito das fake news movida pelo STF. A peça gerou reação do decano da corte, Gilmar Mendes, que acionou Zema por vilipêndio à honra.
A animação, parte da série Os intocáveis, retrata uma conversa entre Gilmar Mendes e Dias Toffoli e sugere condutas ilícitas na investigação do chamado Banco Master. O personagem que lembra Mendes diz que pode anular decisões desfavoráveis, enquanto o inspirado em Toffoli surge diante de pilhas de dinheiro.
Zema usou o X para defender o conteúdo, chamando a reação de sinal de que a carapuça serviu. O ex-governador afirmou que o humor é ferramenta crítica do poder e que não seria processado por isso, reiterando críticas ao Supremo e à atuação do inquérito.
Contexto e desdobramentos
Gilmar Mendes apresentou queixa-crime no inquérito das fake news, sob relatoria de Alexandre de Moraes, pedindo a investigação de Zema pela publicação. Mendes argumenta que a animação ultraja a honra do Supremo e de sua pessoa.
O vídeo integra uma sequência de publicações de Zema que alimentam o debate público sobre o tratamento a ministros da Corte. A divulgação ocorre em meio a acenos de pré-candidaturas de direita ao Senado, com foco em temas como impeachment de ministros, ainda sem prática comprovada.
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