- O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, voltou a comparar ações de ministros do STF a casos de abuso infantil na igreja, em entrevista à CNN Brasil.
- a declaração veio após o ministro Gilmar Mendes solicitar a Alexandre de Moraes a investigação de Zema no inquérito das fake news, por ele ter compartilhado um vídeo debochado dos ministros.
- o Estadão pediu o posicionamento da Corte sobre as críticas de Zema, e o espaço continua aberto para a resposta.
- o contexto envolve acusações sobre relações entre ministros e o Banco Master, além de contatos entre Daniel Vorcaro e o ministro no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro do ano passado.
- em março, Zema já tinha feito críticas semelhantes, e defende mudanças no Judiciário, como idade mínima de sessenta anos para ministros e o fim de decisões monocráticas.
Romeu Zema volta a comparar ações de ministros do STF a casos de abuso infantil na igreja, em resposta a pedidos de investigação por parte de Gilmar Mendes. O ex-governador de Minas Gerais, pré-candidato à Presidência, fez as críticas nesta segunda-feira, após a solicitação de Mendes para que Moraes avaliasse incluir Zema no inquérito das fake news. A citação foi dada durante entrevista à CNN Brasil.
A polêmica envolve a relação entre ministros do STF e pessoas ligadas a negócios financeiros. Zema acusa ministros de terem atuado de forma irregular e de manter vínculos com figuras investigadas, em meio a informações sobre negociações envolvendo o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. O tema ganhou repercussão após revelações sobre contratos e mensagens envolvendo figuras da Corte.
Segundo o Estadão, a mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, teve contrato milionário com o Banco Master, e houve troca de mensagens entre Daniel Vorcaro, aliado de Moraes, e o ministro no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro do ano passado. Também foi reportada a venda de participação de Dias Toffoli em um resort a um fundo ligado ao banco.
A reportagem aponta que Toffoli deixou a relatoria das investigações e se declarou suspeito para julgar o caso após as revelações. Zema já havia feito críticas similares em março, comparando o STF a uma situação de abuso institucional, citando a hipótese de um papa pedófilo como exemplo.
Além disso, o ex-governador criticou o pedido de Mendes para incluir Zema no inquérito das fake news, após Zema ter divulgado um vídeo com críticas à Corte. O material mostrava, de forma caricata, figuras ligadas aos ministros em disputa com o banco envolvido, provocando reação entre partes do Judiciário.
Em entrevista, Zema voltou a defender mudanças no Judiciário, incluindo a idade mínima de 60 anos para ministros ocuparem cadeiras na Corte, e o fim de decisões monocráticas, defendendo maior transparência e fiscalização. O STF não se manifestou oficialmente sobre as declarações do ex-governador.
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