- Conflitos geopolíticos ressaltam a importância da segurança energética; o Brasil tem matriz diversa, com cerca de 50% de fontes renováveis (biomassa, eólica e solar).
- A mistura obrigatória de etanol na gasolina subiu de 27% para 30% em agosto de 2025, com possibilidade de chegar a até 35%.
- Biodiesel hoje representa 15% do diesel; há metas para elevar para 20% até 2030, além de criarem o Programa de Biometano com metas de descarbonização da matriz de gás.
- Em 2026, há meta de reduzir 0,5% das emissões de gás natural por meio do biometano; outros biocombustíveis são citados como instrumentos para reduzir dependência de fósseis.
- Governo tem recorrido a subsídios aos fósseis; especialistas defendem uso de instrumentos como a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para criar um fundo de estabilização e fortalecer a política de biocombustíveis.
Os biocombustíveis ganham espaço em um cenário de maior segurança energética global. Conflitos geopolíticos elevam a relevância de fontes renováveis na matriz brasileira e mundial, destacando a necessidade de flexibilidade no abastecimento.
No Brasil, a matriz energética é bem diversificada, com renováveis representando metade da oferta (BEN 2025). A oferta de biomassa, eólica e solar impulsiona esse equilíbrio, ainda que o petróleo siga presente na pauta.
A política interna privilegia a mistura de etanol na gasolina. Em agosto de 2025, o governo elevou a participação de etanol de 27% para 30%, ampliando o uso sem modificar substancialmente o formato atual.
A Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024, cria metas para biodiesel e incentiva o biometano. O biodiesel deve aumentar de 15% para 20% no diesel até 2030. O biometano ganha programa específico de inserção no gás.
A norma também prevê o aumento gradual da participação de biocombustíveis, com impactos diretos na balança comercial ao reduzir a necessidade de importação de combustíveis fósseis.
Enquanto outros países elevam misturas de etanol e biodiesel para enfrentar choques de preço, o Brasil tem reagido com pacotes de subsídios a combustíveis fósseis, o que pode reduzir incentivos aos renováveis.
Especialistas apontam que custos e riscos fiscais exigem instrumentos anticíclicos, como a Cide estabilizadora, para sustentar o desenvolvimento de biocombustíveis sem distorcer o mercado.
Especialistas destacam que ampliar a participação de biocombustíveis fortalece a segurança energética, reduz emissões e fomenta a indústria rural, alinhando economia e meio ambiente.
Entre na conversa da comunidade