- Em sessenta e seis anos, Brasília teve vinte e sete chefes de governo desde 1960; apenas dez foram eleitos pelo voto direto.
- Apenas três governadores de esquerda ocuparam o Palácio do Buriti desde 1991: Cristovam Buarque (1995–1999), Agnelo Queiroz (2011–2015) e Rodrigo Rollemberg (2015–2019).
- Antes disso houve prefeitos nomeados pelo presidente e, durante a ditadura, governadores biônicos; as eleições diretas começaram em 1991.
- O período recente foi marcado por Joaquim Roriz, que liderou o ciclo centro/direita e se tornou o primeiro governador eleito; Arruda teve mandato interrompido em 2010 pela Operação Caixa de Pandora.
- Em 2026, Ibaneis Rocha deixou o cargo e Celina Leão assumiu interinamente; nomes citados para a disputa futura incluem Celina Leão, Ricardo Cappelli, Leandro Grass, Paula Belmonte e Arruda, este último inelegível até 2032 pela Lei da Ficha Limpa.
Brasília tem 66 anos de história política e 27 chefes de governo desde 1960. Dos governantes, apenas 10 foram eleitos pelo voto direto, com três nomes da esquerda desde 1991.
A trajetória envolve fases distintas: nomes nomeados pelo presidente até 1969, governadores biônicos durante o regime militar, e, a partir de 1991, eleições diretas para o Palácio do Buriti. A esquerda soma três mandatos até hoje.
Cristovam Buarque (1995–1999) e Agnelo Queiroz (2011–2015), ambos do PT, foram os primeiros da esquerda a chefiar o governo local desde a redemocratização. Rodrigo Rollemberg (2015–2019), do PSB, completou o trio.
Antes de 1991, o DF não tinha autonomia política plena. O cargo era ocupado por prefeitos nomeados pelo presidente, com atuação técnica de infraestrutura. Em seguida, vieram os governadores biônicos e, por fim, as eleições diretas.
Joaquim Roriz participou de dois momentos: foi o penúltimo governador nomeado (1988–1990) e, depois, o 1º eleito pelo voto popular. Seu governo associou desenvolvimento urbano a políticas assistenciais locais.
Roriz deixou o poder em 1990. Em 1991, Wanderley Vallim assumiu a prefeitura. Cristovam Buarque venceu a primeira eleição direta para governador em 1994, inaugurando a era do voto no DF.
O período recente teve intervenções marcantes, como a gestão de Agnelo Queiroz e o uso de obras da Copa do Mundo de 2014, com críticas à condução das contas públicas. Ele foi preso em 2017 na operação Panatenaico.
Rodrigo Rollemberg enfrentou dificuldades de governabilidade e crises fiscais. Em 2018, Ibaneis Rocha assumiu o governo, ser eleito em 2018 e reeleito em 2022, até renunciar em março de 2026.
Ibaneis deixou o cargo para desincompatibilização, transferindo o comando a Celina Leão (PP), pré-candidata ao Senado em 2026. O cenário eleitoral para o governo de Brasília em 2026 envolve Celina Leão, Ricardo Cappelli, Leandro Grass, Paula Belmonte e Arruda.
A viabilidade de José Roberto Arruda sofreu revés jurídico em outubro de 2025, quando a 1ª Turma do STJ manteve sua condenação por improbidade. Ele permanece inelegível sob a Lei da Ficha Limpa, possivelmente até 2032.
Era dos nomeados
Nos primeiros anos, Brasília era administrada por prefeitos indicados pelo presidente. Israel Pinheiro foi o 1º prefeito, ligado a Juscelino Kubitschek, com foco em infraestrutura e funcionamento técnico. Não havia disputa eleitoral local.
Com a reforma administrativa de 1969, o cargo migrou para governador do DF. Durante as décadas seguintes, a cidade viveu a era dos governadores nomeados, associados às direções do regime militar.
Nomes como Hélio Prates, Elmo Serejo e Aimé Lamaison passaram pela administração local, vinculados a arenas políticas da época. A transição de autonomia ocorreu com a eleição direta de 1990.
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