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Dirceu afirma que Dino coloca os pingos nos is com reforma do Judiciário

Dirceu diz que Dino coloca os pingos nos is ao propor reformas do Judiciário, mantendo defesa ao STF enquanto abre debate sobre mudanças

José Dirceu em entrevista exclusiva à Folha, no mês passado
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  • José Dirceu afirma que Flávio Dino mostrou que defender o STF e discutir a reforma do Judiciário não é incompatível.
  • Dino apresentou quinze propostas para o Judiciário, incluindo revisão de competências constitucionais, ética e disciplina das carreiras jurídicas.
  • O PT vê a iniciativa como alinhada ao objetivo de reformar o Judiciário e defender a criação de um manual de conduta para o STF.
  • Dirceu diz que o PT não apresentará algo pronto e pretende debater reformas com partidos aliados após o congresso interno.
  • O ex-ministro rebate críticas de Rogério Marinho, dizendo que é importante esclarecer qual reforma é proposta pelos adversários.

Dupla leitura: Dirceu afirma que Dino propôs discutir reformas do Judiciário sem fragilizar o STF, mostrando que defender o tribunal pode andar junto com o debate sobre mudanças na Justiça. A declaração surge após o ministro Flávio Dino apresentar propostas ao tema.

Segundo Dirceu, Dino foi direto ao ponto: a reforma não mira apenas o STF, mas o conjunto do Judiciário. O falante sustenta que o foco é aprimorar o sistema, não atacar a corte de forma isolada. O relato foi veiculado após a publicação de um artigo com as propostas de Dino.

Em ICL Notícias, nesta segunda-feira, Dino detalhou 15 medidas para o Judiciário, incluindo revisões de competências dos tribunais superiores e questões éticas, remuneratórias e de carreira. O pacote visa ampliar regras de conduta e disciplina no setor.

Propostas em foco

Dirceu diz que a ideia é alinhar as propostas do governo com as posição do PT, sem contradição com o que o presidente do STF, Fachin, defende em relação a códigos de conduta. O objetivo é abrir espaço para debates técnicos, sem desconsiderar a agenda ética.

O ex-ministro ressalta que o PT não apresentará uma versão final pronto; após o congresso, o partido pretende dialogar com outras legendas para construir apoio às reformas, incluindo a do Judiciário. A coordenação da campanha de Lula ficará responsável por esse processo.

Críticas de Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, foram criticadas por Dirceu, que pediu clareza sobre as propostas dos adversários. Segundo ele, o Legislativo precisa apresentar as reformas que defende, não apenas questionar ministros do STF.

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