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DOJ indiciou SPLC, alegando financiamento de extremistas

Justiça dos EUA indiciou a Southern Poverty Law Center por financiar grupos extremistas, incluindo Ku Klux Klan, em vez de desmantelar o extremismo

Acting U.S. Attorney General Todd Blanche speaks during a press conference at the Justice Department in Washington, D.C., U.S., April 7, 2026.
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  • O Departamento de Justiça indiciou o Southern Poverty Law Center, acusando a organização de financiar extremismo em vez de desmantelá-lo.
  • Segundo o Ato Substituto-Gerente Geral Todd Blanche e o diretor do FBI, Kash Patel, o SPLC, com sede em Montgomery, Alabama, repassou milhões de dólares a grupos como Ku Klux Klan e National Socialist Party of America.
  • Blanche afirmou a repórteres que o SPLC pagava membros desses grupos, contrariando o que dizia aos seus doadores.
  • A notícia ocorre pouco depois de o SPLC informar estar sob investigação federal e de o CEO Bryan Fair prometer defesa firme da organização.
  • Patel indicou que o caso pode abrir caminho para novas acusações, incluindo outras ações contra o SPLC no futuro, com foco no uso de informantes pagos.

O Departamento de Justiça deixou registrado nesta terça-feira uma acusação contra a Southern Poverty Law Center (SPLC), organização de direitos civis com sede em Montgomery, Alabama. A denúncia aponta que a entidade não apenas não desmontou extremismo, como financiou grupos extremistas, em valores que chegam a milhões de dólares. O caso envolve a prática de repasse de recursos a organizações violentas.

A acusação sustenta que a SPLC destinou recursos a grupos como o Ku Klux Klan e o Nationalist Socialist Party of America. As autoridades afirmam que membros desses grupos teriam recebido pagamentos, contrariando os objetivos declarados pela organização. A denúncia foi apresentada no âmbito federal.

Segundo o Procurador-Geral interino Todd Blanche e o diretor do FBI, Kash Patel, a SPLC teve atuação financeira vinculada a redes extremistas. A Montgomery-based organization é acusada de financiar e manter atividades que promovem o extremismo.

Desenvolvimento da investigação

A SPLC é conhecida por defender vítimas de crimes de ódio ligados ao KKK e por ações jurídicas contra figuras da alt-right envolvidas na disseminação de ódio na internet. A organização foi criada em 1971 e ganhou notoriedade ao enfrentar o Ku Klux Klan.

Em meio ao escrutínio, a empresa afirmou que vai se defender vigorosamente. O CEO Bryan Fair disse que a instituição está preparada para responder aos questionamentos e manter seus padrões de atuação, conforme relatos de veículos de imprensa.

A investigação ocorre em um momento de tensão política e de revisões sobre o uso de informantes pagos em investigações de crimes de ódio. Fair destacou que o aprendizado com informantes salvou vidas, apesar dos riscos assumidos na época.

Patel indicou que a acusação divulgada hoje envolve apenas a SPLC, mas sinalizou a possibilidade de novas acusações contra outras entidades. A figura ressaltou que o caso não encerra a apuração em curso.

Contexto adicional

A imprensa solicitou comentário à SPLC, mas a organização não divulgou detalhes adicionais de imediato. A defesa e a continuidade do processo ainda serão definidos nos tribunais federais, com desdobramentos esperados nos próximos dias.

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