- O Departamento de Justiça indiciou o Southern Poverty Law Center, acusando a organização de financiar extremismo em vez de desmantelá-lo.
- Segundo o Ato Substituto-Gerente Geral Todd Blanche e o diretor do FBI, Kash Patel, o SPLC, com sede em Montgomery, Alabama, repassou milhões de dólares a grupos como Ku Klux Klan e National Socialist Party of America.
- Blanche afirmou a repórteres que o SPLC pagava membros desses grupos, contrariando o que dizia aos seus doadores.
- A notícia ocorre pouco depois de o SPLC informar estar sob investigação federal e de o CEO Bryan Fair prometer defesa firme da organização.
- Patel indicou que o caso pode abrir caminho para novas acusações, incluindo outras ações contra o SPLC no futuro, com foco no uso de informantes pagos.
O Departamento de Justiça deixou registrado nesta terça-feira uma acusação contra a Southern Poverty Law Center (SPLC), organização de direitos civis com sede em Montgomery, Alabama. A denúncia aponta que a entidade não apenas não desmontou extremismo, como financiou grupos extremistas, em valores que chegam a milhões de dólares. O caso envolve a prática de repasse de recursos a organizações violentas.
A acusação sustenta que a SPLC destinou recursos a grupos como o Ku Klux Klan e o Nationalist Socialist Party of America. As autoridades afirmam que membros desses grupos teriam recebido pagamentos, contrariando os objetivos declarados pela organização. A denúncia foi apresentada no âmbito federal.
Segundo o Procurador-Geral interino Todd Blanche e o diretor do FBI, Kash Patel, a SPLC teve atuação financeira vinculada a redes extremistas. A Montgomery-based organization é acusada de financiar e manter atividades que promovem o extremismo.
Desenvolvimento da investigação
A SPLC é conhecida por defender vítimas de crimes de ódio ligados ao KKK e por ações jurídicas contra figuras da alt-right envolvidas na disseminação de ódio na internet. A organização foi criada em 1971 e ganhou notoriedade ao enfrentar o Ku Klux Klan.
Em meio ao escrutínio, a empresa afirmou que vai se defender vigorosamente. O CEO Bryan Fair disse que a instituição está preparada para responder aos questionamentos e manter seus padrões de atuação, conforme relatos de veículos de imprensa.
A investigação ocorre em um momento de tensão política e de revisões sobre o uso de informantes pagos em investigações de crimes de ódio. Fair destacou que o aprendizado com informantes salvou vidas, apesar dos riscos assumidos na época.
Patel indicou que a acusação divulgada hoje envolve apenas a SPLC, mas sinalizou a possibilidade de novas acusações contra outras entidades. A figura ressaltou que o caso não encerra a apuração em curso.
Contexto adicional
A imprensa solicitou comentário à SPLC, mas a organização não divulgou detalhes adicionais de imediato. A defesa e a continuidade do processo ainda serão definidos nos tribunais federais, com desdobramentos esperados nos próximos dias.
Entre na conversa da comunidade