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Lula diz que Brasil pode adotar reciprocidade após expulsão de delegado dos EUA

Após expulsão de delegado da Polícia Federal ligado à prisão de Ramagem nos Estados Unidos, Lula sinaliza possibilidade de reciprocidade entre Brasil e Estados Unidos

Lula diz que Brasil pode adotar reciprocidade após EUA expulsarem delegado da prisão de Ramagem
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  • O presidente Lula afirmou que o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade após a expulsão, pelos Estados Unidos, do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo, envolvido na prisão de Alexandre Ramagem na Flórida.
  • Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por participação na trama golpista e é considerado foragido no Brasil.
  • Em Portugal, Lula encontrou-se com o primeiro-ministro Luís Montenegro e defendeu o acordo entre Mercosul e União Europeia, que entra em vigor em primeiro de maio.
  • Sobre a guerra no Oriente Médio, Lula criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a pedir que o Nobel fosse entregue a Trump para cessar os conflitos, segundo ele.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade após a expulsão do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo pelos Estados Unidos. A ação ocorreu na Flórida e envolveu a prisão de Alexandre Ramagem, condenado a 16 anos por participação na trama golpista e considerado foragido no Brasil. A declaração foi feita nesta terça-feira, 21.

Lula disse ainda que a resposta do Brasil pode seguir o princípio da reciprocidade, diante da decisão norte-americana. O objetivo é equilibrar relações e eventuais ações diplomáticas entre os dois países. O presidente não detalhou quais medidas poderiam ser adotadas.

Encontro em Portugal e posição sobre o Mercosul–UE

No mesmo dia, em Portugal, Lula reuniu-se com o primeiro-ministro Luís Montenegro. O encontro abordou o acordo Mercosul–União Europeia, que o governante brasileiro afirmou ser benéfico para o Brasil e está previsto para entrar em vigor em 1º de maio.

Política externa e críticas a intervenções internacionais

Durante a viagem, Lula comentou a situação no Oriente Médio e voltou a criticar ações militares dos Estados Unidos. Em tom, segundo ele, de defesa de processos de paz, o presidente sugeriu que medidas diplomáticas devem prevalecer para reduzir conflitos regionais.

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