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Planalto não reconhece alerta vermelho, segundo relatos

Pesquisas de abril mostram rejeição equivalente entre eleitoras a Lula e Flávio Bolsonaro; feminicídio em alta e críticas à atuação feminina no Planalto

Lula discursa ao lançar Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio no Palácio do Planalto
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  • Pesquisas de abril apontam rejeição semelhante entre Lula e Flávio Bolsonaro entre eleitoras, com 54% não votando em nenhum dos dois (valores confirmados por Quaest, Datafolha e Meio/Ideia).
  • Lula lançou o Pacto Nacional contra o Feminicídio, com crítica à agenda prática da mulher periférica e conservadora; a gestão de mulheres no governo é tema de debate entre base.
  • O governo anunciou medidas de combate à violência contra a mulher, enquanto números demonstram alta em feminicídio, violência doméstica e estupros no país.
  • Dados apontam que, no segundo turno de 2022, Lula teve 56% entre eleitoras e Bolsonaro venceu entre homens e na faixa mais rica; hoje o voto feminino aparece dividido entre os dois.
  • A distância entre promessas de representatividade e resultados práticos é vista como sinal de alerta no Planalto, segundo parte da leitura pública.

Entre as perguntas do eleitorado feminino, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com rejeição similar. Em pesquisas de abril, 54% das mulheres não votariam em nenhum dos dois. Dados do Quaest, Datafolha e Meio/Ideia corroboram esse cenário.

O desempenho de Lula é atribuído a promessas não cumpridas de representatividade. A indicação de ministros pelo presidente, o STF e a ausência de uma vice mulher são citadas como exemplos. Números de violência ganham destaque: feminicídio em alta e índices de violência doméstica superiores a estados sob governos anteriores.

Estupro e violência contra mulheres aparecem em métricas alarmantes, com 87.545 casos de estupro, conforme levantamentos da época. O tema é usado para criticar a efetividade de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência.

Pacto Nacional Contra o Feminicídio

Lula lançou, no Planalto, o Pacto Nacional Contra o Feminicídio, buscando enfrentar o problema de forma coordenada. A medida é vista como positiva por parte da base, mas recebe críticas por não detalhar ações concretas de curto prazo.

O debate também envolve o governo e o movimento feminista. Parte das lideranças aponta que a agenda para mulheres periféricas pode ter ficado à margem de ações práticas, gerando reclamações entre setores da base progressista.

Resultados entre eleitoras

No segundo turno de 2022, Lula teve 56% entre eleitoras, frente a 44% dos votos válidos. Eleitores de menor renda e jovens contribuíram para esse cenário, enquanto Bolsonaro manteve apoio entre homens e nas camadas mais ricas.

A leitura atual destaca que o voto feminino continua distribuído entre o presidente e o filho de Bolsonaro, em abril. O resultado sugere necessidade de leitura aprofundada do equilíbrio entre discurso público e entregas de governo.

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