- Votantes da Virgínia vão decidir, nesta terça, adotar novos mapas congressionais que podem ajudar os democratas a controlar a Câmara e atrapalhar a estratégia de redistritamento de Donald Trump.
- Pesquisas indicam liderança estreita na consulta; mais de 1,37 milhão de votos já foram contabilizados no voto antecipado.
- A apoiadora da medida, Abigail Spanberger, diz que a mudança é necessária para frear o esforço de estados republicanos de usar o Gerrymandering para manter a maioria na Câmara.
- A referendum alteraria a constituição para estabelecer, até o censo de 2030, um processo de redistribuição não partidário; o legislativo precisaria votar novamente se aprovada.
- Há contestações jurídicas em curso, incluindo ação da comissão nacional republicana contra o condado de Fairfax sobre procedimentos de identificação de eleitores.
Virginia vota, nesta terça-feira, para decidir se adota novos mapas congressionais. A medida pode ampliar o controle democrata na Câmara e frear a estratégia de redistritamento do ex-presidente Donald Trump. O plebiscito ocorre no âmbito de uma mudança constitucional em pauta no estado.
A campanha é liderada pela governadora democrata Abigail Spanberger, que apoia a mudança para evitar o uso de gerrymandering por estados conservadores. Se aprovada, a composição da delegação pode passar de seis democratas e cinco republicanos para apenas uma cadeira disputada, com maioria democrata.
Mais de 1,37 milhão de votos foram registrados na votação antecipada, evidenciando o interesse dos eleitores. O plebiscito envolve o intento de manter o processo de redistritamento não partidário até o Censo de 2030, após aprovação legislativa neste ano, sujeita a nova votação popular.
A ação enfrenta questionamento judicial: o tribunal supremo do estado pode invalidar os resultados. Enquanto isso, a disputa envolve críticas a Spanberger e a percepção de que a governadora tem apoiado o mapa, com opositores destacando posições anteriores.
Campanhas intensas marcaram o processo, com gastos significativos de grupos pró e contra o referendo. A oposição aponta riscos de alterações que beneficiariam um partido específico, enquanto apoiadores ressaltam a necessidade de equilíbrio nas eleições de meio de mandato.
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