- A PEC da escala 6 X 1 segue sob relatoria do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) na CCJ e pode seguir para a comissão especial e plenário.
- O governo federal está insatisfeito com o texto defendido por Azi, que sinalizou apoio a um modelo meio-termo, com jornada de 40 horas semanais e adaptação para empresas.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciará na sexta-feira a data de instalação da comissão especial, ainda na próxima semana.
- Diversos partidos, incluindo o PT e a oposição, cobram a presidência e a relatoria da comissão, buscando indicar nomes com maior trânsito com a bancada e o Planalto.
- Motta quer evitar indicar alguém claramente ideológico para não atrasar a tramitação da proposta.
A relação entre Câmara dos Deputados e o Planalto sofre novo atrito por causa da PEC da escala 6 X 1. O relator, deputado Paulo Azi, deve permanecer na função na CCJ e, se aprovada, poderá seguir para a comissão especial e o plenário. O governo não esconde insatisfação com o andamento.
Azi é visto como favorável a um texto que trate de forma intermediária a redução da jornada de trabalho. A ideia seria 40 horas semanais, com adaptação e compensação para empresas, incluindo benefício fiscal para a folha de pagamento.
Instalação da comissão e disputa pela relatoria
O presidente da Câmara, Hugo Motta, vai definir na sexta-feira, 24 de abril, o dia para instalar a comissão especial. A instalação, no entanto, deve ocorrer na próxima semana, conforme o calendário interno.
Diversos blocos partidários disputam a presidência e a relatoria da comissão, incluindo o PT, que busca um nome com peso político junto ao governo, mas sem trocar de legenda. Motta pretende manter Azi no comando, enquanto a oposição também busca influenciar a composição.
O próprio presidente da Câmara já comunicou aos aliados que não indicará alguém com compromissos ideológicos fortes, para não atrasar a tramitação da PEC. A definição sobre o relatório segue em aberto, com negociações entre setores da base governista e da oposição.
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