- A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, criticou os limites estabelecidos pelo STF para o pagamento de penduricalhos a magistrados.
- Ela afirmou que a magistratura vem sendo tratada como vilã e disse que, em breve, juízes e desembargadores poderão estar “no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”.
- Eva destacou que o termo “penduricalho” é ofensivo e afirmou que a imagem da magistratura foi invertida perante a sociedade.
- A desembargadora relatou sobrecarga de trabalho, pressão sobre a carreira e dificuldade de colegas pagarem contas, além de reclamar da falta de voz de defesa.
- Também pediu que parte da população conheça a rotina de juízes e desembargadores para entender o cenário de longas horas de trabalho e fins de semana sacrificados.
A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do TJ/PA, criticou os novos limites para o pagamento de penduricalhos a magistrados, estabelecidos pelo STF em março. A manifestação ocorreu durante a 8ª sessão Ordinária, na seção de Direito Penal, no Pará. A fala voltou a tratar da imagem da magistratura e da cobrança de encargos adicionais.
Ela afirmou que a categoria tem sido retratada como vilã e que juízes podem virar alvo de escrutínio público. Segundo a desembargadora, narrativas têm associado a carreira a privilégios e desvalorizaram o trabalho técnico. A crítica também se dirigiu ao termo penduricalho, considerado ofensivo para a profissão.
A advogada relatou que a pressão e a carga de trabalho já afetam colegas, com relatos de dificuldades para pagar contas. Ela afirmou ainda que não há, hoje, uma defesa organizada da magistratura e reclamou da reação da sociedade às ações da classe. A fala enfatizou o volume de horas extras e o sacrifício de fins de semana.
Impactos para a magistratura e rotina de trabalho
Para Eva, o cenário atual pode impactar o funcionamento do sistema judiciário, com efeitos na rotina diária de juízes e desembargadores. Ela destacou que a população só perceberá as consequências ao buscar serviços judiciais e enfrentar carência de profissionais. A desembargadora pediu que o tema fosse compreendido com maior nuance pela sociedade.
A magistrada concluiu que a percepção pública tende a piorar quando a defesa surge, gerando um ciclo de desinformação. A fala ocorreu no contexto de debates sobre remuneração e condições de trabalho na magistratura brasileira.
Fonte: cobertura baseada em descritivo da 8ª sessão Ordinária do TJ/PA e manifestações divulgadas pelo veículo Migalhas.
Entre na conversa da comunidade