- O presidente Lula indicou Jorge Messias para o STF e ele fará o sprint final para obter os votos necessários.
- A sabatina e a análise da indicação do titular da Advocacia-Geral da União para a Corte estão previstas para a próxima semana.
- Messias já conversou com cerca de noventa por cento dos parlamentares, buscando uma margem confortável de votos.
- Senadores governistas veem a indicação como praticamente aprovada, refletindo melhoria nas relações entre os Poderes.
- A queda de braço com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não deve atrapalhar o plano governista; em dois mil e dezenove, a decisão de Lula gerou crise com o Congresso.
O sprint final de Jorge Messias para obter a indicação ao STF está em curso. O atual titular da Advocacia-Geral da União (AGU), indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, busca consolidar votos suficientes entre os senadores para a aprovação.
A sabatina e a análise da indicação devem ocorrer na próxima semana. Messias já manteve contatos com cerca de 90% dos parlamentares, alvo de um esforço final para chegar à votação com margem confortável de votos.
Na prática, senadores governistas consideram a nomeação praticamente garantida, reflexo da melhora das relações entre os Poderes nos últimos meses. A hesitação de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, é tratada como insuficiente para barrar o governo.
No ano anterior, a decisão de Lula de indicar Messias foi ponto de tensão na relação entre o Executivo e o Parlamento, ampliando a crise com o chefe do Congresso. A tendência atual, porém, é de descolamento dessa fricção e avanços na articulação política.
Contexto político
A articulação envolve o governo para conquistar apoio diversificado e assegurar a validação no plenário. Analistas apontam que a composição das bancadas tem influenciado as margens de votos disponíveis para Messias. A avaliação interna é de que o resultado depende, sobretudo, de apoio prioritariamente estável entre as linhas governistas.
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