- O Partido Liberal sinalizou apoio à PEC que acaba com a escala 6×1, principal bandeira de Lula neste ano eleitoral.
- O PL quer, como contrapartida, criar um novo regime de trabalho com jornada flexível e remuneração proporcional, além de ampliar o prazo de transição e obrigar o governo a compensar as empresas afetadas.
- A estratégia busca evitar descrédito da oposição entre trabalhadores e reduzir críticas da base de Lula e de Flávio Bolsonaro.
- Nesta quarta-feira (22), o PL apoiou a admissibilidade da PEC na Comissão de Constituição e Justiça, que já abriu caminho para uma comissão especial com texto a ser levado ao plenário em maio.
- O líder Sóstenes Cavalcante disse que vão tentar incluir pagamento por hora, reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais em anos futuros e obter compensação governamental, mesmo com oposição do governo.
O PL sinalizou apoio à PEC que encerra a escala 6×1, porém quer mudanças para criar um novo regime de contratação com jornada flexível e remuneração proporcional. A ideia inclui ampliar o prazo de transição e obrigar o governo a compensar as empresas afetadas pela mudança.
A estratégia do PL envolve evitar críticas da base do presidente Lula e do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Pesquisas mostram maioria de brasileiros favoráveis ao fim da 6×1, o que motiva o partido a buscar contrapartidas.
A admissibilidade da PEC foi aprovada pela CCJ nesta quarta-feira, 22, na Câmara. Em seguida, será formada uma comissão especial para consolidar o texto e encaminhar ao plenário em maio, segundo o presidente da Casa, Hugo Motta.
Pontos defendidos pelo PL
- Incorporação de pagamento por hora.
- Escalonamento gradual da redução de 44 para 40 horas semanais.
- Compensação governamental às empresas afetadas.
Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que o texto é ruim e precisa de alterações. Ele sustenta que o grupo buscará manter empregos ao propor compensações e medidas de transição, com modificações discutidas na comissão especial.
A oposição, porém, permanece cética quanto a compensações. O governo aponta resistência a responsabilizar o orçamento pela recomposição de custos para empresas, mantendo expectativa de prazo de compensação ainda não definido.
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