- O banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, deve ser levado a hospital nesta quinta-feira (23/4) para exames, com autorização do ministro André Mendonça, do STF.
- Ele passou mal no início da semana e apresentou hematúria (sangue na urina); chegou a ser avaliado por médico particular dentro da PF.
- A saída do presídio foi organizada pela PF, com o hospital DF Star, a poucos quilômetros da unidade, e horário não foi divulgado por questões de segurança.
- Vorcaro está no centro da investigação da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master, que ele fundou e controlava.
- O banqueiro negocia delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal; o acordo envolve possíveis alegações contra autoridades, mas precisa de confirmação por provas.
Ao preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, o banqueiro Daniel Vorcaro deve ser levado a um hospital nesta quinta-feira (23/4) para exames. A saída foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, após pedido da defesa. Ele passou mal no início da semana e apresentou hematúria.
Os exames devem ocorrer no hospital DF Star, a poucos quilômetros da PF. A PF ficará responsável pela organização do transporte, e o STF não informou o horário por questões de segurança. Vorcaro foi preso há 50 dias, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes no Banco Master.
Caso Master
O ex-banqueiro é fundador e controlador do Banco Master, que captou cerca de R$ 50 bilhões oferecendo CDBs com juros acima do mercado. Parte dos recursos foi aplicada em ativos de baixa liquidez, elevando o risco da operação. A PF aponta indícios de emissão de títulos sem lastro, operações simuladas e ocultação de recursos via empresas intermediárias.
Em novembro de 2025, o BC decretou a liquidação da instituição. Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar para Dubai, solto sob tornozeleira eletrônica e reconduzido à prisão em março. As investigações passaram a envolver corrupção de autoridades, lavagem de dinheiro e possíveis planos de intimidação a jornalistas.
Delação
O banqueiro negocia acordo de delação premiada com a PGR e a PF, já tendo assinado termo de confidencialidade. A defesa afirma que ele pode apresentar colaboração ampla com nomes e documentos para atingir integrantes dos Três Poderes. Investigações reforçam que a palavra do delator requer comprovação com provas.
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