- O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência, Romeu Zema, publicou 14 mensagens no Instagram nesta semana criticando o STF, incluindo trechos de entrevistas, discursos e imagens geradas por IA.
- O movimento ocorre após pedido do ministro Gilmar Mendes para que Alexandre de Moraes inclua Zema no inquérito das fake news, por compartilhamento de sátira aos ministros.
- Zema denomina as peças de redes sociais como “Os Intocáveis” e questiona a possibilidade de satirizar autoridades do poder.
- Em vídeos e stories, ele afirma estar sendo perseguido pelo tribunal e critica o inquérito das fake news, dizendo que ele existe há sete anos e é usado para blindar o STF.
- O conteúdo também envolve referência ao caso Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro, com o ex-governador sugerindo perseguição política e repetindo críticas ao que chama de “Supremo Balcão de Negócios”; o mérito do inquérito permanece sob sigilo.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, intensificou críticas ao STF nas redes sociais. A sequência ocorre após pedido do ministro Gilmar Mendes para incluir Zema no inquérito das fake news, por ter compartilhado um vídeo com sátira aos ministros.
Desde segunda-feira, 20, o perfil de Zema no Instagram registrou 14 novas publicações críticas ao STF. Os conteúdos combinam cortes de entrevistas, trechos de discursos e imagens geradas por IA para ilustrar o ataque à Corte.
O material integra a série intitulada pelos apoiadores de Zema como Os Intocáveis, com ataques aos ministros. O ex-governador afirma que a satirização de autoridades passou a enfrentar resistência e questiona a atuação do STF nessa linha.
Reação de Zema e Contexto
Em vídeos divulgados durante o feriado de Tiradentes, ele comparou o grupo de ministros a autoridades de um período colonial e sugeriu que a população precisa ser liberta de perseguição política. O político também critica o que chama de inquérito das fake news e a atuação da PGR, afirmando que o mecanismo há anos serve para pressionar opositores.
Em publicações posteriores, Zema descreve o inquérito como instrumento usado para perseguir adversários e alega que o Supremo utiliza o procedimento parablindar a atuação de seus integrantes. Ele afirma ainda que continuará falando sobre o tema e que não pretende se acuar diante das investidas.
O conteúdo também aborda o vídeo que motivou o indiciamento hipotético, que envolve personagens simulados representando ministros. A sátira é apresentada como caricatura, conforme a visão do pré-candidato, que relaciona as decisões a negócios no setor financeiro.
O ex-governador afirma ainda que casta dominante vive em luxo enquanto parte da população enfrenta dificuldades, repetindo críticas sobre supostas ligações entre ministros e o setor financeiro. Ele cita o caso envolvendo o Banco Master e o investidor Daniel Vorcaro como parte do embate.
O pedido de inclusão de Zema no inquérito das fake news tramita sob sigilo, e Moraes solicitou manifestação da PGR antes de decidir. A ofensiva do ex-governador acontece em meio a esse procedimento.
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