Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Câmara aprova PL para comércio de ouro e texto segue ao Senado

A Câmara aprova PL que institui normas de origem, compra, venda e transporte de ouro; texto segue ao Senado com críticas sobre custos, ANM e Casa da Moeda

Ilustração gerada por IA de barras de ouro
0:00
Carregando...
0:00
  • A Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, um projeto de lei do governo que estabelece normas de origem, compra, venda e transporte de ouro no Brasil; o texto segue para o Senado.
  • O objetivo é cumprir decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu a presunção de boa-fé e determinou a criação de um marco legal do ouro.
  • O projeto recebe críticas de ANM, entidades da mineração e da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável, além de questionamentos sobre custos e o papel da Casa da Moeda na rastreabilidade.
  • Entre os pontos contestados estão a criação da Taxa de Registro das Transações e de Marcação Física do Ouro (Touro) e a ideia de operabilidade exclusiva pela Casa da Moeda do Brasil.
  • O texto prevê registro obrigatório de todas as transações, marcação física e digital, Guia de Transporte e Custódia de Ouro, e compartilhamento de dados com autoridades, mantendo a competência da ANM.

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira (22), um projeto de lei do governo que cria normas de origem, compra, venda e transporte de ouro no Brasil. A medida segue para o Senado após votação simbólica. O objetivo é atender a uma decisão do STF que suspendeu a presunção de boa-fé e propôs um marco regulatório para o ouro.

O texto recebeu críticas da Agência Nacional de Mineração (ANM), de entidades do setor e da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável. Durante a sessão, o presidente da Comissão de Minas e Energia pediu adiamento e defendeu um novo acordo.

Pontos técnicos e críticas ao projeto

O projeto prevê a Taxa de Registro das Transações e de Marcação Física do Ouro (Touro) e a utilização do Sistema de Rastreamento do Ouro. O IBGM estima custo de cerca de R$ 5 mil por quilo na primeira transação. Contribuintes seriam pessoas físicas e jurídicas que utilizarem o sistema.

Entidades apontam que a Casa da Moeda do Brasil operaria o rastreio com exclusividade e que a norma poderia ignorar a ANM. Em nota técnica, a ANM afirmou que o texto cria incerteza e não traz inovações positivas necessárias.

Outras observações e impactos previstos

Críticos destacam uma suposta restrição às Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVMs) como compradoras, o que geraria dificuldades para abrir novas entradas no mercado. Defensores do projeto negam esse endurecimento.

O relator, Marx Beltrão (PP-AL), afirmou que o texto combate a extração ilegal ao exigir registro de todas as transações, marcação física e digital, Guia de Transporte e Custódia, além de compartilhamento de dados com autoridades. A ANM manteria competência regulatória, e a Casa da Moeda seria responsável pela rastreabilidade.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais