- A senadora Damares Alves cobrou do Ministério da Saúde atuação do governo Lula diante do esquema de desvio e venda ilegal de medicamentos de alto custo, incluindo terapias contra o câncer, revelado pela operação Alto Custo.
- Ela pediu ao ministro Alexandre Padilha que confirme se fármacos de origem criminosa entraram no SUS e aponta risco à eficácia dos tratamentos.
- A Polícia Civil do Distrito Federal desarticulou a organização criminosa, resultando em cinco prisões preventivas e em 17 mandados de busca e apreensão.
- A investigação aponta a prática de “lavagem de remédios”, com uso de empresas de fachada para reinserir no mercado medicamentos desviados, movendo cerca de 22 milhões de reais em notas fiscais falsas.
- Na operação, foram apreendidos medicamentos avaliados em cerca de 4 milhões de reais; os fármacos podem custar até 35 mil reais por unidade.
Damares Alves acionou o Ministério da Saúde para cobrar atuação do governo Lula diante de esquema de desvio e venda irregular de remédios de alto custo, incluindo terapias contra o câncer. A senadora bolsonarista informa ao Ministério da Saúde que fármacos de origem criminosa teriam entrado no SUS, segundo apurações da Polícia Civil do Distrito Federal. A suspeita envolve risco à eficácia dos tratamentos e à segurança dos pacientes.
A operação Alto Custo desarticulou organização criminosa especializada em furto, roubo e revenda de medicamentos caros. Os investigadores apontam que houve reintrodução de remédios no mercado sem procedência confiável ou condições adequadas de armazenamento. As apurações duraram um ano para mapear o esquema.
Segundo relatos, a quadrilha utilizava empresas de fachada para reinserir no mercado remédios desviados, com uso de notas fiscais frias. A operação resultou em cinco prisões preventivas, 17 mandados de busca e apreensão e apreensão de medicamentos avaliados em cerca de 4 milhões de reais.
Medidas e pedidos
Damares enviou ofício ao ministro Alexandre Padilha pedindo confirmação de entrada de fármacos criminosos no SUS e alertando para riscos de interrupção de tratamento. A parlamentar destacou a necessidade de orientação rápida aos pacientes para evitar falhas terapêuticas e reduzir riscos sanitários.
Na mesma linha, a senadora apresentou ao Senado um requerimento de informações endereçado ao Ministério da Saúde. O objetivo é esclarecer como o órgão atua diante do desvio de medicamentos de alto custo.
Contexto do caso
Os remédios incluem tratamentos oncológicos, que chegam a custar até 35 mil reais por unidade. A Polícia Civil do DF informou que o esquema traficava itens de alto custo para revenda, colocando pacientes sob risco. A operação envolve repressão a crimes contra a saúde pública e contrabando de fármacos.
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