- O ministro Flávio Dino determinou à Câmara que apresente, em até cinco dias, os endereços residenciais do deputado Mario Frias.
- A medida faz parte de investigação sobre envio de emendas a uma ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, que conta a história de Jair Bolsonaro e tem Frias como roteirista.
- Dino já havia pedido explicações sobre o repasse de emendas para essa empresa no mês passado.
- O mandado não foi cumprido; o Oficial de Justiça registrou o não atendimento após três tentativas de intimação no gabinete do deputado.
- Segundo a decisão, Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon teriam destinada 2,6 milhões em emendas Pix à ONG presidida pela sócia da produtora do filme, para esclarecer se houve financiamento do filme.
O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que a Câmara informe, em até cinco dias, os endereços residenciais do deputado Mario Frias (PL-SP). A medida envolve a continuidade de sindicância sobre repasses a uma empresa ligada à produtora do filme Dark Horse.
No mês passado, Dino também pediu explicações sobre o envio de emendas a uma empresa associada à produtora de Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro e tem Frias como roteirista. A finalidade é esclarecer a origem e o destino dos recursos públicos.
O mandado não foi cumprido até a data registrada, mesmo após três tentativas de intimação no gabinete de Frias, segundo o próprio ministro. A decisão determina à Câmara que apresente, em cinco dias úteis, os endereços do parlamentar.
Emendas e a relação com Dark Horse
Frias, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MT) teriam destinado cerca de R$ 2,6 milhões em emendas via Pix a uma ONG presidida pela sócia da produtora do filme. O objetivo é esclarecer se houve financiamento para a produção de Dark Horse.
Dino destacou que os esclarecimentos são necessários para entender se os recursos foram usados para financiar o filme sobre Bolsonaro, e se houve conflito de interesses. As informações foram repassadas com base em diligências oficiais.
O Valor entrou em contato com Mario Frias para comentar a situação, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. As autoridades seguem apurando a relação entre as emendas e a produção cinematográfica.
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