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Moraes dá 15 dias para defesa de Eduardo Bolsonaro apresentar alegações

Moraes fixa prazo de quinze dias para defesa de Eduardo Bolsonaro apresentar alegações finais em ação penal por coação, ligada à denúncia da PGR sobre pressão nos EUA

A denúncia da PGR acusa o ex-deputado de tentar, nos EUA, pressionar autoridades brasileiras visando alterar julgamentos
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  • Moraes determinou o prazo de 15 dias para a defesa de Eduardo Bolsonaro apresentar alegações finais em ação penal por coação.
  • Alegações finais são a última manifestação das partes, após produção de provas e antes da decisão.
  • A denúncia da PGR afirma que Eduardo tentou, nos EUA, pressionar autoridades brasileiras para alterar julgamentos de Jair Bolsonaro.
  • Em 14 de abril Eduardo faltou ao interrogatório por videoconferência; o STF havia aceitado a denúncia em novembro.
  • A investigação aponta articulação com a equipe de Donald Trump para promover tarifação de produtos brasileiros e suspender vistos de membros do governo e de magistrados; Eduardo está nos EUA desde fevereiro de 2025, e a Câmara cassou seu mandato por excesso de faltas no fim do ano passado.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou um prazo de 15 dias para a defesa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro apresentar alegações finais na ação penal em que ele é réu por coação. A defesa tentará consolidar a argumentação após a produção de provas, antes da decisão final.

A denúncia da PGR sustenta que Eduardo Bolsonaro tentou, nos EUA, pressionar autoridades brasileiras para alterar julgamentos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação aponta articulações com a equipe de Donald Trump para promover tarifação de produtos brasileiros e suspensão de vistos para membros do governo e magistrados.

Em 14 de abril, Eduardo Bolsonaro deixou de comparecer ao interrogatório por videoconferência, conforme decisão anterior. O STF aceitou a denúncia da PGR no inquérito em novembro, por unanimidade. A Câmara cassou o mandato do ex-parlamentar no fim do ano passado, por excesso de faltas às sessões.

Desdobramentos e contexto

O ex-parlamentar está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. A medida da Câmara está fundamentada no dispositivo constitucional que veda faltas superiores a 1/3 das sessões anuais. A defesa pode apresentar alegações finais dentro do prazo, apontando eventuais irregularidades processuais ou de fluxo probatório.

O caso tramita em meio a tensões institucionais e a investigações que envolvem autoridades brasileiras e estrangeiras. Não houve, até o momento, manifestação oficial sobre prazos adicionais ou desdobramentos futuros no processo.

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