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Paulinho acusa Lula de vingança e articula derrubada de veto à dosimetria

Paulinho da Força acusa veto à dosimetria de vingança de Lula e aponta chance de derrubá-lo no Congresso, com votação prevista para o dia 30

Deputado federal Paulinho da Força
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  • Paulinho da Força chamou o veto ao PL da Dosimetria de “vingança de Lula” e afirmou que o Congresso discutirá a votação no dia 30 de abril.
  • A tendência, segundo o deputado, é de aumento do apoio, com expectativa de mais de 300 votos na Câmara e pouco mais de 50 no Senado para derrubar o veto.
  • A sessão será remota, o que dificulta o processo de articulação entre líderes para a derrubada.
  • O texto propõe reduzir o cálculo das penas, com condições e percentuais mínimos, além de permitir que a remição seja compatível com prisão domiciliar.
  • O projeto atinge condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro; o trecho cita, em caso de liderança de organização criminosa, benefício condicionado pela dosimetria.

Paulinho da Força afirma que o veto ao PL da Dosimetria é uma retaliação de Lula e quer derrubar a medida no Congresso. O tema envolve a redução das penas para condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro. O veto foi mantido pelo presidente e será analisado pelos parlamentares.

Segundo o deputado, a sessão prevista no Congresso para o dia 30 de abril deverá reunir votos suficientes para rejeitar o veto. A estimativa é de mais de 300 votos na Câmara e pouco mais de 50 no Senado, conforme avaliação de lideranças.

O foco da proposta é alterar o cálculo das penas, estabelecendo condições e percentuais mínimos de cumprimento de sentença e de progressão de regime. A remição pode, conforme a versão apresentada, ser compatível com prisão domiciliar, para evitar insegurança jurídica.

Paulinho alega que o texto não representa anistia, mas um meio termo. O congressista afirmou que a discussão tende a avançar na próxima semana, com negociações entre líderes para consolidar a derrubada do veto.

A proposta também traz mudanças relevantes em casos de organização criminosa. Uma cláusula prevê cumprimento mínimo de 50% da pena para condenados que liderem ou integrem grupo estruturado em crimes hediondos ou equiparados.

Caso o projeto seja aprovado, parlamentares citam o eventual benefício para casos envolvendo figuras públicas. Um cenário semelhante já aparece na cobertura sobre casos de líderes de organizações criminosas, como no caso citado envolvendo o ex-presidente Bolsonaro, para efeitos de referência do método de contagem de penas.

O tema segue em tramitação no Congresso, com a expectativa de que as discussões ocorram de forma remota, o que demanda maior coordenação entre as lideranças. A decisão final dependerá do alinhamento entre partidos e da votação registrada na semana seguinte ao debate.

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