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Próximos passos da PEC do fim da escala 6×1 são avaliados

PEC do fim da escala 6×1 avança para comissão especial, que pode alterar o mérito antes de ir ao plenário da Câmara; se aprovada, segue para o Senado

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  • A Comissão de Constituição e Justiça aprovou por unanimidade a PEC do fim da escala 6×1; agora o presidente da Câmara, Hugo Motta, cria uma comissão especial para tratar do mérito.
  • A comissão especial analisará a admissibilidade e o conteúdo da proposta, com prazo de até quarenta sessões para apresentar um relatório, e pode modificá-la.
  • A PEC resulta de duas propostas: PEC 221/2019 (Reginaldo Lopes) apensada à PEC 8/2025 (Erika Hilton); o movimento Vida Além do Trabalho reuniu 800 mil assinaturas para a medida.
  • O texto propõe jornada de até oito horas diárias, teto de 36 horas semanais e a possibilidade de compensação de horários.
  • Caso aprovada na comissão, a PEC segue para o plenário da Câmara, com voto qualificado de três quintos (308 votos) em dois turnos; depois, vai ao Senado e, se não houver alterações, vai à promulgação.

A PEC que encerra a escala 6×1 recebeu aprovação unânime na CCJ da Câmara e agora precisa de análise em comissão especial antes de seguir ao plenário. A etapa atual discute admissibilidade e constitucionalidade, com relator Paulo Azi apoiando a proposta.

Após a decisão da CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta, deve instaurar a comissão especial para tratar do mérito. O colegiado terá até 40 sessões para apresentar relatório e encaminhar a matéria ao plenário.

A origem do texto envolve duas propostas: a PEC 221/2019, de Reginaldo Lopes, unida à PEC 8/2025, de Erika Hilton. A mobilização do VAT, com 800 mil assinaturas, impulsionou o tema entre 2024 e 2025.

Neste ano, o governo Lula transformou a pauta em prioridade, mirando fim da escala 6×1 como meta eleitoral. O Planalto encaminhou, em 14 de abril, projeto de lei sobre redução de jornada para 40 horas, com dois dias de descanso.

Motta ainda não definiu o relator ou a presidência da comissão. Há expectativa de que Paulo Azi assuma a relatoria, mas há outros partidos interessados. A instalação da comissão deverá ocorrer já na próxima semana.

Se aprovado pela comissão, o parecer segue ao plenário da Câmara, onde serão necessários 3/5 dos deputados (308 votos) para avançar. A PEC terá dois turnos de votação antes de seguir ao Senado.

A tramitação no Senado depende de mudanças. Sem alterações, a proposta pode seguir direto para promulgação pelo presidente do Congresso. Com alterações, será necessário referendo dos deputados antes de ir à promulgação.

O que diz a proposta

A carga de trabalho ficaria limitada a até 8 horas diárias, com teto de 36 horas semanais. Também haveria possibilidade de compensação de horários e de redução de jornada conforme regras a serem definidas pela comissão.

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