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Setor empresarial não aceitará fim da 6×1 sem desoneração

Governo não discutirá fim da 6x1 com desonerações; oposição e setor pressionam por compensações, com comissão especial avaliando transição e modelo 5x2

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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não discutirá um projeto de fim da escala 6×1 que envolva desonerações para empresas.
  • O setor empresarial e a oposição resistem à mudança na jornada de trabalho sem compensações financeiras.
  • Uma comissão especial da Câmara dos Deputados deve ganhar força na próxima semana para tratar do tema e das propostas de transição e de compensação.
  • Debates questionam se haverá transição uniforme para todos os setores ou regras específicas, com possibilidade de adotar uma escala 5×2; a ideia de 4×3 não é definitiva.
  • Há a discussão sobre modelo semelhante ao dos Estados Unidos, com pagamento por hora trabalhada, e a tramitação deverá seguir na Câmara em maio, depois no Senado, com objetivo de concluir ainda neste semestre.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não vai debater um projeto que trate do fim da escala 6×1 com desonerações para empresas. A posição do governo cresce de resistência entre o setor produtivo e a oposição, que cobram compensações financeiras.

Durante o Bastidores CNN, a analista de Política Isabel Mega destacou que a discussão sobre o fim da 6×1 tende a ganhar força na comissão especial que será instalada na Câmara na próxima semana. O objetivo é abrir debates sobre compensações e a transição.

Para Mega, surgem dúvidas sobre uma transição uniforme entre setores ou regras distintas. Parlamentares do PT sinalizam que o tema pode provocar um confronto intenso, mas veem potencial de fortalecimento político do governo nessa barganha.

Isabel Mega lembra que encerrar a 6×1 não implica obrigatoriamente adotar a jornada 4×3, defendida pela deputada Erika Hilton. A alternativa provável seria uma escala de 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de folga, mantendo o fim de semana completo.

Também há menção a modelos estrangeiros, como o pagamento por hora trabalhada, discutido pela oposição como referência para o Brasil modernizar as relações trabalhistas. A discussão externa é vista como indicador do debate interno.

O cronograma dos parlamentares aponta avanço da proposta na Câmara em maio, seguido pelo Senado, com a meta de concluir a tramitação ainda neste semestre. A tramitação, contudo, depende de consenso sobre custos e transição.

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