- O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a proposta de fim da escala 6×1 pode virar uma “grande limonada” para ampliar o debate sobre modernizar as relações de trabalho.
- O voto favorável à admissibilidade foi visto como estratégia para não cair em uma “arapuca” política montada pelo governo Lula, segundo ele.
- A proposta não se limita à redução de 44 para 40 horas; o PL defende modelos mais flexíveis, como “hora trabalhada, hora recebida”, com possibilidade de escolha de dias de trabalho e até múltiplos empregos.
- Foi destacada a preocupação com impactos econômicos, especialmente nos setores de comércio e serviços, e a ideia de uma transição gradual com desoneração da folha ou incentivos para evitar demissões ou aumento de preços.
- Na CCJ, a votação foi descrita como estratégica em ano eleitoral; o mérito poderá ser apreciado apenas se as contribuições do PL forem acolhidas.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a proposta de fim da escala 6×1 pode virar uma oportunidade para ampliar o debate sobre relações de trabalho e modernizar a legislação. A intenção é transformar a ideia em uma reforma com impactos amplos, sem, contudo, confirmar apoio ao mérito. A justificativa envolve evitar andanças políticas que possam favorecer o governo.
Ele reconheceu a importância do tema, dizendo que o debate é relevante e pode viabilizar mudanças na legislação trabalhista. O parlamentar criticou a relação entre o PT e trabalhadores, afirmando que o governo e o partido atuam de forma eleitoreira ao rotular a oposição. A posição é de que o tema merece avaliação cuidadosa.
Proposta de modelo de trabalho
A defesa central é pela jornada flexível além da redução de 44 para 40 horas. Segundo Sóstenes, a ideia é aproveitar a situação para criar uma “lembrança da limonada” com modelos de hora trabalhada e hora recebida, permitindo que o trabalhador escolha entre três ou quatro dias de trabalho ou múltiplos empregos. O objetivo é ampliar opções e produtividade.
O deputado citou possíveis impactos econômicos, como efeitos sobre comércio e serviços, caso a mudança ocorra de forma abrupta. A sugestão é de uma transição gradual, com redução de uma hora nos próximos anos, pós-eleição, conforme relato dele. Também mencionou compensações para setores atingidos, via desoneração de folha ou incentivos governamentais, para evitar demissões ou alta de preços.
Estratégia e votação na CCJ
Sobre a admissibilidade na CCJ, Sóstenes disse que a decisão foi estratégica em ano eleitoral, sem indicar apoio imediato ao mérito. Caso as contribuições do PL não sejam acolhidas, o partido pode votar contra. A avaliação busca evitar reforçar narrativas de hostilidade ao trabalhador.
O debate também está ligado ao cenário político atual e à popularidade do presidente Lula. O deputado mencionou que o tema tem apelo social, mas não pode ser tratado de forma irresponsável com o setor produtivo, mantendo o tom técnico e prudente. A notícia reflete a visão do PL sobre caminhos viáveis e garantias de transição.
Dosimetria e pauta legislativa
Na entrevista, Sóstenes comentou a votação do chamado PL da Dosimetria e criticou a condução do tema no Congresso. A sessão com pauta exclusiva foi considerada incomum, e o deputado atribuiu a decisão ao presidente do Congresso. A expectativa é que o veto seja derrubado, com ações para aprofundar a Justiça aos apenados.
Vice na chapa de Flávio Bolsonaro
Sobre a indicação de vice na chapa de Flávio Bolsonaro, o líder do PL disse que a escolha deve se basear em pesquisas. Se houver potencial eleitoral, deve ser escolhido o candidato com maior probabilidade de contribuir para a vitória. Entre os nomes mencionados como prováveis podem estar Tereza Cristina, Simone Marquetto, Clarissa Tércio e Romeu Zema, entre outros. A definição dependerá de avaliações qualitativas e quantitativas.
Entre na conversa da comunidade