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Trump altera classificação da maconha e amplia acesso à substância nos EUA

Trump reclassifica maconha para Classe III, ampliando pesquisas e benefícios fiscais a empresas licenciadas, sem legalizar uso médico ou recreativo

REMÉDIO: Novos produtos à base de Cannabis estão chegando ao mercado, mas ainda faltam estudos robustos comprovando eficácia para diversas indicações (Foto: iStock/VEJA)
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclassificou a maconha, reduzindo restrições federais sobre a substância, nesta quinta-feira, 23.
  • A mudança, formalizada pelo Departamento de Justiça, classificou a cannabis como droga de potencial moderado ou baixo de dependência, ampliando o acesso ao tratamento e dando aos médicos mais ferramentas para decisões de saúde.
  • A maconha deixou a Classe I, que agrupa drogas sem uso médico reconhecido, para a Classe III, equivalente a cetamina e esteroides, sem legalizar o uso medicinal ou recreativo em todo o país.
  • A decisão torna legal para pesquisadores obterem cannabis sem penalidades para pesquisas e permite que empresas de maconha medicinal licenciadas pelo Estado deduzam despesas comerciais em impostos federais.
  • O governo também afirmou que acelerará o processo de reclassificação, marcando uma audiência para o final de junho.

O presidente Donald Trump reclassificou a maconha nos EUA, reduzindo restrições federais sobre a substância. A mudança foi formalizada pelo Departamento de Justiça na quinta-feira, 23, com a classificação passando de Classe I para Classe III. A decisão amplia o potencial de pesquisa sobre uso médico da droga.

A reclassificação elimina parte das barreiras legais para estudos científicos e facilita o acesso de pesquisadores a cannabis e derivados para fins de pesquisa clínica. O Departamento de Justiça afirma que a mudança permite maior autonomia para decisões de saúde por médicos e pesquisadores.

A medida não legaliza a maconha em nível federal para uso medicinal ou recreativo, mas representa uma das maiores alterações na política de drogas em décadas. Além disso, pode favorecer empresas licenciadas de maconha medicinal, ao permitir deduções federais de despesas comerciais.

O governo sinalizou que continuará avançando com a reclassificação de forma mais ampla, marcando uma audiência para o final de junho. Técnicos e legisladores acompanham o desdobramento, que envolve impactos regulatórios, fiscais e de pesquisa.

Segundo a Reuters, a maconha é a droga ilícita mais consumida mundialmente, com cerca de 20% da população dos EUA estimada em uso anual. Em alguns estados, o uso é autorizado por leis locais.

Em dezembro passado, Trump havia sugerido a possibilidade de reclassificar a substância como de menor perigo. A Casa Branca ressaltou que a mudança facilita pesquisas que antes eram limitadas por questões regulatórias.

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