- O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, criticou Gilmar Mendes por defender a continuidade do inquérito das fake news e pedir a inclusão de Romeu Zema no caso.
- Vieira disse que a conduta de Mendes é descontrolada e que as urnas do povo provarão que ninguém é intocável na democracia.
- O senador afirmou que Mendes faz ataques pessoais e não responde aos pontos centrais das investigações, como uso de aviões particulares e contratos milionários envolvendo familiares de ministros.
- Em 14 de abril, último dia da CPI, Vieira apresentou parecer apontando crimes de responsabilidade de Mendes, Moraes e do procurador-geral Paulo Gonet, pedindo o indiciamento apenas desses quatro.
- O parecer foi rejeitado pelo colegiado, gerando tensões com o Supremo, que criticou publicamente, e Mendes chegou a pedir à PGR a investigação de Vieira.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, criticou o ministro Gilmar Mendes do STF por defender a continuidade do inquérito das fake news e pedir a inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema no inquérito. Vieira afirmou que a conduta é descontrolada e que a república democrática não aceita intocáveis, destacando que as urnas podem mudar esse cenário.
Ele afirmou que Mendes faz ataques pessoais e não responde aos pontos centrais da apuração, como o uso de aviões privados e contratos milionários envolvendo familiares de ministros. Vieira ressaltou que a CPI tem apontado questões de irregularidades e que é necessário investigar sem favorecer quem detém mandatos.
Desdobramentos e tensão institucional
Em 14 de abril, último dia de funcionamento da CPI, Vieira apresentou o relatório no qual atribuiu crimes de responsabilidade a Mendes, ao ministro Alexandre de Moraes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O parecer solicitava o indiciamento apenas dessas quatro autoridades.
O relatório foi rejeitado pelo colegiado da CPI, o que gerou tensão com integrantes do STF, que passaram a criticar publicamente o documento. Mendes também solicitou à Procuradoria-Geral da República a abertura de investigação sobre Vieira.
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