- O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, rebateu Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, após o magistrado ironizar as declarações de Zema e dizer que não entende seus ataques à Corte.
- Zema afirmou em vídeo que o linguajar de pessoas simples é diferente do “português esnobe” dos “intocáveis de Brasília”.
- Na semana passada, Zema publicou vídeo com fantoches representando Mendes e Dias Toffoli discutindo o caso Banco Master; Mendes pediu abertura do inquérito das fake news contra o ex-governador.
- Mendes disse, em entrevista à Record, que Zema “fala um dialeto próximo do português” e que a Procuradoria, a Polícia Federal e Moraes devem avaliar o conteúdo; repetiu a crítica em entrevista ao Jornal Nacional.
- Zema respondeu classificando o ministro como autoritário e afirmou que o problema não é entender as palavras, mas censuras e ataques a críticos do STF, sugerindo perda de noção entre público e privado.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) rebateu nesta quinta-feira (23) uma fala do ministro Gilmar Mendes, do STF, que ironizou críticas de Zema à Corte. O episódio envolve publicações do político e uma resposta do magistrado.
Segundo o ex-governador, o motivo das críticas é o linguajar de brasileiros simples, que ele afirma ser distinto do que chama de português esnobe usado por integrantes do Judiciário. A declaração foi veiculada em vídeos divulgados por Zema nas redes sociais.
Na última semana, Zema publicou um vídeo com fantoches que simulavam Mendes e Dias Toffoli discutindo o caso Banco Master. Em resposta, Mendes pediu à Corte que Zema seja incluído no inquérito das fake news, apresentado por Alexandre de Moraes.
Mendes alegou, em notícia-crime, que Zema desrespeita a honra do STF e de Moraes, o que levou o político a ampliar ataques contra magistrados em diversas postagens. Zema respondeu afirmando que a crítica não é sobre o vocabulário, mas sobre atos que julga autoritários.
Em entrevista à TV Record, Mendes reiterou que o palavreado do político é de difícil compreensão, sugerindo avaliação pela Procuradoria, pela Polícia Federal e por Moraes. Ele afirmou ainda que o STF não pode tolerar linguagem ofensiva.
Ao jornal local, Zema retrucou que não se preocupa com a compreensão do seu dialeto, mas com a percepção do público sobre as ações do STF. O ex-governador afirmou que a atuação de alguns ministros se aproxima do autoritarismo.
Repercussões e próximos passos
- O caso envolve desdobramentos jurídicos, pedidos de avaliação de linguagem e possíveis ações administrativas contra memos de ofensa.
- A Procuradoria pode analisar a necessidade de medidas adicionais diante das declarações públicas feitas por Zema.
- O episódio segue sob monitoramento da imprensa e de analistas políticos, que discutem impactos eleitorais e institucionais.
As informações são procedentes de entrevistas, vídeos e publicações oficiais, com apuração em fontes públicas.
Entre na conversa da comunidade