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Zema acusa Gilmar de esnobismo após ironia sobre ataques

Zema rebate Gilmar Mendes e acusa ‘linguajar esnobe’ do STF, defendendo linguagem simples de brasileiros e ampliando o atrito com a Corte

Zema critica ‘frutas podres’ do PL e ataca Dias Toffoli e Moraes — Foto: Andre Lessa/ACSP/Divulgação
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  • O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, rebateu Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, após o magistrado ironizar as declarações de Zema e dizer que não entende seus ataques à Corte.
  • Zema afirmou em vídeo que o linguajar de pessoas simples é diferente do “português esnobe” dos “intocáveis de Brasília”.
  • Na semana passada, Zema publicou vídeo com fantoches representando Mendes e Dias Toffoli discutindo o caso Banco Master; Mendes pediu abertura do inquérito das fake news contra o ex-governador.
  • Mendes disse, em entrevista à Record, que Zema “fala um dialeto próximo do português” e que a Procuradoria, a Polícia Federal e Moraes devem avaliar o conteúdo; repetiu a crítica em entrevista ao Jornal Nacional.
  • Zema respondeu classificando o ministro como autoritário e afirmou que o problema não é entender as palavras, mas censuras e ataques a críticos do STF, sugerindo perda de noção entre público e privado.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) rebateu nesta quinta-feira (23) uma fala do ministro Gilmar Mendes, do STF, que ironizou críticas de Zema à Corte. O episódio envolve publicações do político e uma resposta do magistrado.

Segundo o ex-governador, o motivo das críticas é o linguajar de brasileiros simples, que ele afirma ser distinto do que chama de português esnobe usado por integrantes do Judiciário. A declaração foi veiculada em vídeos divulgados por Zema nas redes sociais.

Na última semana, Zema publicou um vídeo com fantoches que simulavam Mendes e Dias Toffoli discutindo o caso Banco Master. Em resposta, Mendes pediu à Corte que Zema seja incluído no inquérito das fake news, apresentado por Alexandre de Moraes.

Mendes alegou, em notícia-crime, que Zema desrespeita a honra do STF e de Moraes, o que levou o político a ampliar ataques contra magistrados em diversas postagens. Zema respondeu afirmando que a crítica não é sobre o vocabulário, mas sobre atos que julga autoritários.

Em entrevista à TV Record, Mendes reiterou que o palavreado do político é de difícil compreensão, sugerindo avaliação pela Procuradoria, pela Polícia Federal e por Moraes. Ele afirmou ainda que o STF não pode tolerar linguagem ofensiva.

Ao jornal local, Zema retrucou que não se preocupa com a compreensão do seu dialeto, mas com a percepção do público sobre as ações do STF. O ex-governador afirmou que a atuação de alguns ministros se aproxima do autoritarismo.

Repercussões e próximos passos

  • O caso envolve desdobramentos jurídicos, pedidos de avaliação de linguagem e possíveis ações administrativas contra memos de ofensa.
  • A Procuradoria pode analisar a necessidade de medidas adicionais diante das declarações públicas feitas por Zema.
  • O episódio segue sob monitoramento da imprensa e de analistas políticos, que discutem impactos eleitorais e institucionais.

As informações são procedentes de entrevistas, vídeos e publicações oficiais, com apuração em fontes públicas.

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