- Ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, reagiu em vídeo às declarações de Gilmar Mendes sobre o seu “dialeto”.
- Gilmar Mendes afirmou não compreender o “dialeto” usado por Zema e disse que é próximo do português; avaliaria, naquilo que for inteligível, o conteúdo da sua manifestação, ligado à notícia-crime sobre fake news.
- Zema rebateu, dizendo que o linguajar de brasileiro simples difere do “português esnobe dos intocáveis de Brasília”.
- O ex-governador afirmou que o problema não é entender as palavras, e sim como o STF é visto pela população; acusou a Corte de autoritarismo para conter críticas.
- A troca de críticas ocorre no contexto do acirramento após a apresentação de notícia-crime que pode levar Zema a ser incluído no inquérito das fake news.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema reagiu, por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais, a declarações do ministro Gilmar Mendes sobre o seu dialeto. Zema afirmou que o linguajar de brasileiro simples difere do que chamou de português esnobe que vem de Brasília.
Gilmar Mendes havia dito, em entrevista, que o dialeto de Zema é próximo do português e que, na parte compreensível, caberia às autoridades analisar o conteúdo das manifestações, em referência ao vídeo que motivou notícia-crime ligada ao inquérito das fake news.
Zema disse que o problema não é o entendimento de suas palavras, e sim como a Corte é percebida pela população. O ex-governador acusou ministros do STF de recorrerem a um discurso autoritário para conter críticas, e afirmou que há perda de noção entre público e privado.
Contexto e desdobramentos
A troca de críticas ocorre em meio ao acirramento entre Zema e Gilmar Mendes, após a apresentação de notícia-crime contra o ex-governador. A medida pode levar Zema a integrar o inquérito das fake news, em tramitação no STF.
Segundo representantes de Zema, a fala do ministro é vista como ataques de setores da elite política. A defesa de Zema sustenta que ele expressa uma visão direta sobre a atuação da Justiça sem desrespeitar regras legais.
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