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Guerra mostra que transição energética também é tema de segurança

Conferência em Santa Marta reforça que transição energética requer segurança econômica e energética e aponta mapa para reduzir a dependência de combustíveis fósseis

A CEO da COP30 é Ana Toni fala em coletiva de imprensa de balanço final do dia de hoje na COP30. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • Começou a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para longe dos combustíveis fósseis em Santa Marta, Colômbia, com mais de sessenta países participantes.
  • Debates devem embasar o Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis, documento orientador da COP30.
  • A presidente da COP30, Ana Toni, afirma que a presidência vai ouvir governos, sociedade civil e grupos indígenas para fortalecer o mapa e o debate.
  • O texto está previsto para ficar pronto em novembro e traçar ações para reduzir emissões e acelerar a transição energética, mantendo segurança econômica e energética.
  • A conferência ocorreu no contexto da decisão tomada na COP28 para transitar para longe dos combustíveis fósseis, com contribuições formais de mais de duzentas cinquenta entidades.

A 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis começou nesta sexta-feira, 24, em Santa Marta, na Colômbia. O encontro reúne mais de 60 países com o objetivo de reduzir produção, consumo e dependência de petróleo, apoiando o Mapa do Caminho para Longe dos Combustíveis Fósseis, proposto pela presidência brasileira na COP30. A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, concedeu entrevista exclusiva à Agência Brasil antes de iniciar as atividades oficiais.

A conferência será realizada para discutir ações que deem embasamento ao texto orientador que deverá ficar pronto em novembro. O Mapa do Caminho busca orientar a transição energética e a redução das emissões de gases que causam mudanças climáticas, levando em conta diferentes cenários nacionais.

Participação da COP30 em Santa Marta

Ana Toni destacou que a presidência da COP30 vai a Santa Marta principalmente para ouvir. Segundo ela, o objetivo é captar demandas de Estados, sociedade civil e povos indígenas para incorporar ao debate e ao Mapa do Caminho. A edição colombiana funciona como um espaço de debate para aperfeiçoar o texto antes de sua apresentação oficial.

A executiva afirmou que a decisão global de transitar para longe dos combustíveis fósseis já foi tomada na COP28, em Dubai, e que a conferência em Santa Marta deve aprofundar esse tema. Ela ressaltou a importância de ouvir diversos setores para definir os próximos passos, incluindo caminhos de eletrificação e uso de combustíveis sustentáveis, conforme as realidades de cada país.

Estrutura e desdobramentos do Mapa do Caminho

A ideia é consolidar um documento estruturado em capítulos. O primeiro aborda riscos da não transição, incluindo aspectos climáticos, políticos e de segurança. O segundo capítulo analisa a transição sob a perspectiva de produtores de combustíveis fósseis e de consumidores, com foco nos setores elétrico, transporte e indústria.

Um terceiro capítulo tratará da dependência econômica, levando em conta diferenças entre países. O último capítulo apresentará recomendações para o mundo, incluindo diretrizes para governos subnacionais. O processo tem participação formal de mais de 250 contribuições recebidas, segundo a organização.

Desafios e impactos

Entre os desafios listados, está a priorização de informações para indicar ações concretas compatíveis com as circunstâncias de cada país. A diretora ressaltou que a guerra envolvendo o Irã evidencia a necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis, não apenas por questões climáticas, mas também por segurança econômica.

Ana Toni indicou que o caminho para a transição exige planejamento e implementação gradual, com várias vias possíveis conforme contextos nacionais. Ela lembrou que, apesar de avanços, a mudança não acontece de forma acelerada, exigindo ajustes contínuos e diálogo entre países. Agência Brasil acompanha o desenrolar do evento.

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