- O PSD informou ao STF que a Alerj agiu por via inadequada ao pedir que Douglas Ruas assuma o governo do Rio de forma interina, alegando tentativa de burlar decisão da corte.
- A Alerj pediu ao STF que o novo presidente da Casa, Douglas Ruas, assuma o governo interinamente, enquanto o STF avalia a forma de eleição do governador que completará o mandato de Cláudio Castro.
- O PSD, partido de Eduardo Paes, critica a iniciativa e defende que o desembargador Ricardo Couto permaneça no governo até nova deliberação.
- Douglas Ruas é nome do PL para a disputa do Executivo; Paes é pré-candidato ao governo pelo PSD.
- O STF acompanha o cenário após a cassação de Cláudio Castro pelo TSE ter sido revertida com renúncia, gerando impasse sobre a vacância e a eleição do substituto. O julgamento no STF estava 4 a 1 a favor de eleição indireta, interrompido em 9 de abril.
O PSD contestou nesta sexta-feira, 24, a tentativa da Alerj de fazer o novo presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), assumir o governo do Rio de forma interina. A legenda pediu ao STF para manter o desembargador Ricardo Couto no comando até nova deliberação sobre a eleição do governador que completará o mandato de Cláudio Castro (PL).
Para o PSD, o pedido da Alerj foi feito por via inadequada e representa uma tentativa de burlar a decisão do STF de aguardarem nova deliberação sobre o formato da vacância. O partido enfatiza que o governo fluminense deve seguir com Couto até que haja definição.
O PSD é o partido de Eduardo Paes, pré-candidato ao governo, enquanto Douglas Ruas é o nome do PL para a disputa. Paes e o partido defendem que a escolha do governador em mandato-tampão seja feita por eleição direta, tema que também está pendente de decisão do STF.
Contexto
O impasse sobre a forma de continuidade do governo ganhou fôlego após cassação de Cláudio Castro pelo TSE por abuso de poder político e econômico, seguida de renúncia, que gerou incerteza quanto à natureza da vacância.
O STF analisa, em julgamento ainda com 4 a 1, se a substituição deve ocorrer por meio indireto ou direto. A sessão foi interrompida em 9 de abril, a pedido de Flávio Dino, que solicitou a publicação do acórdão do TSE para sustentar o caso.
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